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Como A Positividade Afeta Nossos Objetivos

Quinta-feira, 13 Junho, 2019 - 12:35

 

Como A Positividade Afeta Nossos Objetivos

Hanna Perlberger

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Motivação de Curto Prazo

Quando um amigo obeso mórbido que tinha a minha idade caiu morto de repente vítima de um ataque cardíaco, o choque me fez retornar à minha dieta e perdi um pouco de peso. Menos de seis meses depois, eu voltei a ganhar peso. Embora existam exceções à regra, quando a motivação para mudar deriva apenas de querer evitar um resultado ruim, em vez de obter um bom resultado, a mudança é geralmente temporária.

Temer uma doença teórica ou não querer acabar como alguém com quem estamos próximos e que criou sua própria morte prematura por negligência pode certamente nos levar a uma nova mentalidade. O medo de um possível mau cenário “e se”, no entanto, não fornece motivação duradoura. O que serve ao processo de mudança a longo prazo é transformar a meta em algo positivo, como sentir-se confiante, forte e saudável, e ser capaz de retomar atividades anteriores e hobbies físicos.

A longo prazo, ser puxado para o bem funciona melhor do que fugir do mal. Fale menos sobre seus medos e mais sobre sua visão. Sim, você pode, de fato, ter medo de cair morto. E você pode estar doente e cansado de estar doente e cansado. Mas dê atenção igual ou maior ao que você gostaria de ver por si mesmo, e como você pode ser um bom modelo em vez de um mau exemplo.

Essa ideia é ensinada pelo mestre chassídico, Maguid de Mezeritch, que explicou que o Salmo “fica longe do mal e faz o bem” realmente significa “fique longe do mal fazendo o bem”. Os dois estão conectados. Quando fazemos algo positivo, somos naturalmente removidos do negativo.

Da mesma forma, quando o “ruim” foi internalizado para si mesmo e a motivação para mudar vem, pensamentos tais como “não sou magro o suficiente, disciplinado o suficiente, saudável o suficiente, bonito o suficiente, rico o suficiente, popular o suficiente, digno o suficiente etc., etc., etc. ”, surge todos de um lugar de necessidade, de falta. Seja o que for, sentir que não é "suficiente" tem origem no medo e cria um sentimento de vergonha interior. Isso é tóxico para o processo de mudança saudável.

Bem-Estar É Ser Completo

A vergonha nos desconecta dos outros e, também, de nós mesmos. A desconexão é o oposto diametral da totalidade, e conexão é a principal fonte de bem-estar. Deve ser evidente que não podemos usar a negatividade persistente para produzir um resultado positivo desejado, mas continuamos caindo na armadilha. Não importa a forma como tentemos, não podemos nos envergonhar ou culpar a nós mesmos (ou a qualquer outra pessoa) no processo de crescimento pessoal.

Na porção da Torá, Nassó, que significa “individualize”, é ordenado a Moisés que “individualize” e atribua diferentes deveres sacerdotais aos descendentes de duas sub-tribos dos levitas: Gershon e Kehot. Os descendentes de Gershon foram encarregados de transportar os apetrechos do Tabernáculo (que abrigava a Arca), enquanto os descendentes de Kehot foram encarregados de transportar a própria Arca.

Não apenas a descrição do trabalho fala por si mesma a respeito do nível diferente de santidade entre essas duas sub-tribos, mas os descendentes de Kehot são “destacados” antes dos descendentes de Gershon. É estranho pois isso reverte a ordem de nascimento uma vez que os descendentes de Gershon, que eram os primogênitos, aparentemente deveriam assumir os deveres que foram atribuídos aos descendentes de Kehot.

Para servir a D'us, deve-se “afastar-se do mal” e “fazer o bem”. O nome Gershon está relacionado à palavra hebraica gerushin, que significa “divorciar-se”. Assim, os descendentes de Gershon deveriam incorporar a ideia de se divorciar e de “se afastar do mal”. Kehot, por outro lado, é derivado de yikhas, que significa “reunir-se-ão”, aludindo à ideia de reunir e acumular boas ações, ou seja, significa “fazer o bem”.

O Que Você Quer Mais Do Que O Que Você Não Quer?

Então, o que isso significa para nós hoje? A lição de mudar a ordem de nascimento nos ensina que, no início, nosso ímpeto inicial e motivação para mudar podem muito bem ser originados por evitar um resultado indesejável ou superar algo negativo. Eu sei que muitas vezes fui galvanizada em ação como uma reação ao mau comportamento de outros. Afastar-me do que eu não quero ser ou de quem eu não quero imitar tem sido muitas vezes um poderoso motivador para mim.

O que a Torá está nos ensinando, porém, é que é uma prioridade espiritual mais elevada sustentar nosso crescimento sendo atraídos para o bem e o que vemos como positivo. Por exemplo, se crescemos em uma casa cheia de conflitos, podemos estar motivados a não repetir os padrões de hostilidade que testemunhamos. É um objetivo "bom", mas também é vago e indefinido. É muito mais poderoso — e muito mais propenso a produzir resultados — quando revertemos isso ao positivo e fixamos como objetivo criar um lar imbuído de positividade, conexão amorosa e consideração positiva incondicional. Então, podemos tomar medidas concretas reais para concretizar isso.

Por toda a Torá, D'us agrega aos mandamentos (mesmo aos negativos) as palavras: “Sede santos porque Eu sou Santo”. O primeiro dos Dez Mandamentos começa com as palavras: “Eu sou o S-nhor teu D’us,” significando que todo mandamento vem da criação de um relacionamento e conexão com D’us. Isso é porque a santidade (totalidade) deriva da conexão — não da desconexão—, e do esforço por alcançar e atualizar nossos ‘eus’ mais elevados.

Não estou sugerindo que apenas imitemos os descendentes de Kehot. Ambas as formas são importantes. De fato, adotar apenas uma ou outra forma pode ser desequilibrado e até perigoso quando levado ao extremo.

O caminho para o crescimento é uma moeda de dois lados: "evitar o mal" e "fazer o bem". A chave é entender essa dualidade polar e saber quando fazer o que e que fazendo o bem, podemos evitar automaticamente o mal. Entretanto, não é nada simples ser capaz de explorar uma ou outra dessas energias e escolher conscientemente a que lhe servirá melhor, à medida que você se esforça para alcançar seus objetivos e realizar sua missão.

Internalize & Atualize:

1. Pense em algo que você realmente quer mudar, mas por mais que tente, você continua fracassando. Agora, escreva as emoções que vêm à mente quando você se lembra dessa falha. Ao lado de cada emoção, escreva se é uma emoção positiva ou negativa.

2. As emoções negativas nos paralisam em vez de motivar-nos, e é por isso que nunca fazemos uma mudança duradoura quando esses são os sentimentos ligados a essa questão. Portanto, para cada emoção negativa que você escreveu acima, escreva uma emoção positiva que o inspirará a trabalhar novamente nesse assunto. Por exemplo, quando alguém falha em algo, pode sentir-se “envergonhado”. A emoção positiva poderia ser então “excitada”, “comprometida”. E, ao lado da emoção positiva, escreva uma ação positiva que você possa começar imediatamente a trabalhar para mudar esta questão.

3. Baseado no conceito de ficar longe do negativo fazendo o positivo, anote cinco maneiras práticas para que quando você for tentado a cair em maus hábitos ou ações, você possa fazer algo saudável e edificante em seu lugar. Que ação você pode fazer que é positiva em vez de algo negativo? Por exemplo, se você está tentando perder peso e se sente tentado a comer uma barra de chocolate, sua estratégia pode ser chamar um amigo, fazer uma caminhada, comer uma maçã.

Por Hanna Perlberger

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Hanna Perlberger é autora, advogada, professora espiritual e coach. Ela fala com pessoas de todas as esferas da vida e as ajuda na busca por maior felicidade, significado e engajamento espiritual. Este artigo foi extraído de A Year of Sacred Moments: The Soul Seeker’s Guide to Inspired Living (Um Ano de Momentos Sagrados: O Guia da Alma Inspirada para a Vida Inspirada).

Arte de Rivka Korf. Rivka usa sua criatividade e conhecimento para criar composições e ilustrações magistrais. Ela compartilha seu amor pelo café com o marido e passa sua apreciação de arte e design para seus filhos.

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