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Rebetsin Chaya Mushka Schneerson

Quinta-feira, 28 Janeiro, 2016 - 20:37

 

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No dia 22 de Shevat, 5748, (1988), a esposa do Rebe por sessenta anos, Rebetsin Chaya Mushka Schneerson, faleceu.[1]

Ao contrário de seu marido, Rebetsin Chaya Mushka não praticava sua dedicação ao povo judeu aos olhos do público, mas na privacidade da sua própria casa. Ela nunca assistia às palestras públicas do marido ou serviços comunitários na sinagoga principal. Mesmo em Rosh Hashaná, o Rebe tocava o shofar para ela em casa, e ela sempre se referia a si mesma como a Sra Schneerson, nunca como "Rebetsin."[2]

Antes de seu marido aceitar a liderança de Chabad-Lubavitch, ela não era assim tão avessa a aparições públicas. Ela participava de eventos e celebrações da comunidade, e durante os discursos públicos de seu pai, o rabino Yosef Yitzchak, cada vez mais frágil, ela ficava na porta para garantir que o ambiente não ficasse superlotado.[3] Quando seu pai faleceu e o futuro do movimento parecia pendurado em suspenso, ela disse ao marido: "Se você não se tornar Rebe, trinta anos da vida de meu pai terão sido em vão."[4]

A forte posição que tomou denota seu compromisso corajoso à continuidade de Chabad. Sua irmã mais velha havia muito alimentava a expectativa de que seu próprio marido, o rabino Shmaryahu Gourary, se tornaria o próximo Rebe. A Rebetsin não tinha nenhum desejo de competir com a irmã, mas juntamente com os chassidim, ela entendeu que apenas um indivíduo da estatura visionária de seu marido poderia continuar a missão[5] de seu pai A sensibilidade da Rebetsin em relação aos sentimentos de sua irmã parece ter sido um dos fatores que a levaram a se evadir de qualquer ocasião pública na qual ela pudesse ser honrada como esposa[6] do Rebe

Essas tensões vieram à tona em 1985, quando se descobriu que o filho de Gourary, Barry, havia subtraído livros raros da biblioteca de seu avô e os vendera. Quando confrontado, sua mãe alegou que os livros eram propriedade da família, e que seu filho tinha todo o direito de os vender por lucro. A organização central de Chabad contestou essa afirmação, alegando que os livros eram propriedade coletiva da comunidade[7] Chabad.

Os advogados de Barry Gourary insistiram em levar o caso ao tribunal federal, no qual a Rebetsin Chaya Mushka prestou um depoimento[i]. Quando perguntada a quem ela achava que os livros pertenciam, ela respondeu: "Eu acho que eles pertenciam aos chassidim, porque meu pai pertencia aos chassidim". "Este foi o momento mais dramático em todo o processo, disseram os advogados de Chabad. Esta observação expressa de forma pungente do quanto a Rebetsin abriu mão para garantir que os chassidim continuassem a ter um Rebe.[8]

A Rebetsin não tinha perfil público, mas tinha uma vida social intensa. Ela fez amizade com muitas pessoas, de dentro da comunidade Chabad e de outras correntes, entretendo-os em sua casa, brincando com seus filhos, escrevendo para eles e conversando por telefone.[9]

Em 1974, a estudante israelense Orah Jurawel visitou Nova York e trouxe um presente para a Rebetsin de uma amiga comum. "Quando cheguei em Nova York, liguei para ela e ela imediatamente me convidou para sua casa... A Rebetsin, uma pequena e esguia senhora, estava vestida muito elegantemente. Ela me acompanhou até a sala de jantar, onde a mesa estava posta com bebidas e linda porcelana. Ela estava muito interessada no que eu estava fazendo, o que eu estava estudando, quais eram minhas aspirações."

"Você poderia entender por que eles eram marido e mulher. E se o Rebe tinha um admirador, um chassid neste mundo por todos esses anos, era ela."

A Rebetsin não estava simplesmente sendo educada. Este foi o início de uma ligação duradoura. Quando o quarto filho de Jurawel foi diagnosticado com síndrome de Down e complicações cardíacas, a Rebetsin ligou para encorajá-la. "Todo mundo perguntou sobre a criança e os médicos, mas a Rebetsin sempre perguntou como eu estava me sentindo ... Sua mensagem era simplesmente que eu também sou importante..."[10]

O relacionamento de Jurawel com a Rebetsin era certamente especial, mas aqueles que conheciam a Rebetsin testemunham que essa relação tipifica a inteligência, entusiasmo e preocupação que permeavam todas as suas interações.[11]

Ao fixar uma linha nítida entre sua pessoa privada e a esfera pública, a Rebetsin foi capaz de se dedicar sem reservas a seu marido. O Rebe trabalhava inconcebivelmente por longas horas e nunca tirou um dia de folga. Mas durante o tempo em que ele estava em casa, ninguém ousava se intrometer. A qualquer hora, por mais tardia que fosse, que ele chegasse em casa, a Rebetsin estava sempre acordada para recebê-lo.[12] Visitantes em sua casa frequentemente observavam as pilhas de livros, jornais e revistas que a Rebetsin vasculhava em busca de desenvolvimentos da ciência, assuntos globais e política, nos quais o Rebe pudesse estar interessado.[13]

Dr. Ira Weiss, cardiologista do Rebe, falava com a Rebetsin quase diariamente para receber o seu relatório sobre a situação de saúde do Rebe, e foi uma das poucas pessoas a interagir com eles na privacidade de sua casa. Weiss testemunhou o profundo amor, preocupação e respeito que cada um deles demonstrava para com o outro[14], e comentou que ela era a única pessoa no mundo que o Rebe podia procurar para obter uma crítica honesta:

"Certa vez eu estava em um jantar com a Rebetsin e o Rebe. Eu tive a chance de vê-los em ação juntos e era uma troca muito boa porque a Rebetsin era muito inteligente ... Aqui havia uma conversa pessoal, o Rebe e Rebetsin falando um com o outro na mesa e tendo algo como um debate intelectual. Era charmoso e revelador."[15]

Segundo o rabino Yehuda Krinsky, secretário de longa data do Rebe, a relação única da Rebetsin com o marido lhe permitiu apreciar suas qualidades de uma forma totalmente diferente:

"Você poderia entender por que eles eram marido e mulher. E se o Rebe tinha um admirador, um chassid neste mundo por todos esses anos, era ela. "[16]

 


 

[1] Um vídeo do Rebe durante o seu funeral, pode ser visto aqui. Vídeos do Rebe falando sobre a Rebetsin e agradecendo às pessoas por suas bênçãos e condolências podem ser vistos aqui e aqui.

 

 

[2] Entrevista com o Rabino Shmuel Lew, 30 de novembro de 2011. Veja também The Rebbetzin, um filme da JEM mídia.

 

 

[3] Depoimento da Sra Haddasah Carlebach, pode ser visto aqui.

 

 

[4] Testemunho do rabino Yosef Wineberg, citado em Telushkin, Rebbe, página 367.

 

 

[5] Para saber mais sobre os eventos que levaram à aceitação relutante da liderança pelo Rebe, apesar da preocupação pela posição de seu cunhado, ver The Seventh Generation: A Leader of Leaders.

 

 

[6] Entrevista com o Rabino Shmuel Lew, 30 de novembro de 2011.

 

 

[7] Para mais detalhes sobre este caso veja Telushkin, Ibid., páginas 385-410.

 

 

[8] Veja o testemunho do advogado Nathan Lewin aqui.

 

 

[9] Veja, por exemplo, o testemunho da Sra Louise Hager aqui.

 

 

[10] Depoimento da Sra Orah Jurawel, pode ser vista aqui.

 

 

[11] Veja, por exemplo, o testemunho da Sra Danièle Gorlin Lassner, aqui.

 

 

[12]Depoimento de Carlebach já referido, nota 3.

 

 

[13] Testemunho da senhora Louise Hager, pode ser visto aqui. Veja também fonte citada acima, nota 8.

 

 

[14] Depoimento do Dr. Ira Weiss, pode ser visto aqui.

 

 

[15] Sra Baila Olidort, entrevista com Weiss, publicado pela primeira vez em Lubavitch.com.

 

 

[16] Rabino David Eliezrie, entrevista com o rabino Krinsky, pode ser vista aqui.

 

 

 


 

[i] NT Colhido em sua própria residência, numa deferência ao Rebe.

 

 

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