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Reflexões para a mulher judia

UMA CANÇÃO ESPECIAL DE SHABAT EM HOMENAGEM À MULHER JUDIA

eshet_chayil.jpgESHET  CHAYIL ( Nessa reza se encontra o nome Tzofia = guardiã de Hashem )

UMA CANÇÃO ESPECIAL DE SHABAT EM HOMENAGEM À MULHER JUDIA

por: Rivana Goldner 

 

A mulher judia. Se não fosse por ela,o povo judeu ainda seria escravo no Egito.

Quando o Faraó decretou que os primogênitos deveriam morrer, os homens decidiram se abster de manter relações com as suas esposas de modo a não trazer mais filhos para este mundo. Porém as mulheres compreenderam que Hashem iria salvar essas crianças e tirá-las do Egito; então elas procuraram seus maridos de modo a trazer mais crianças judias ao mundo. Pelo mérito da sua fé e visão o povo judeu foi libertado do Egito.

A mulher judia. Depois que Moisés recebeu a Torah de D-us no  Monte Sinai, ele a ofereceu primeiro às mulheres, porque sabia que, se elas a aceitassem, a Torah se tornaria parte do povo judeu para sempre.

A mulher judia. Quem, diante das adversidades, manteve-se firme na sua confiança em Hashem, mesmo quando todos a seu redor haviam perdido a fé. Enquanto o povo judeu errou pelo deserto, os homens repetidamente se queixavam a Moisés até mesmo lhe pedindo para voltar para o Egito.E, quando os espiões judeus foram enviados à Terra de Israel e trouxeram notícias de grandes perigos, foram os homens que se recusaram a entrar. Quarenta anos mais tarde, sòmente as mulheres daquela geração tiveram o mérito de entrar na Terra Prometida.

A mulher judia. Que, de tempos em tempos salvou o povo judeu pela sua inspiração, sabedoria, virtude e fé em D-us. Como nossa matriarca Rivka, quem possibilitou que seu marido Isaac desse a bênção a seu filho Yaacov em vez de Essaf. Ela sabia que era Yaacov que possuía o caráter para se tornar  o patriarca do povo judeu cujos doze filhos deram origem, mais tarde,  às doze tribos de Israel.

A mulher judia. Por cujo mérito virá a redenção do povo judeu com a vinda de Mashiach.

A mulher judia. Que hoje tem a responsabilidade de manter as três mitzvot centrais do lar judaico:  kashrut, Shabat e mikvah.

Se não fosse pela mulher judia , onde estaríamos? Não haveria um lar, uma família... um povo judeu. Na noite do Shabat, ela senta na mesa como uma rainha, enquanto todos a seu redor lhe entoam merecidos cânticos.

Ela é a Eshet Chayil, a Mulher de Valor, que transmite amor, espiritualidade e crescimento pessoal para todos a seu redor. Conhecê-la é desfrutar de sua força e de seus talentos. E, caso você se esqueça, Eshet Chayil está lá, como um lembrete semanal.

As palavras dessa reza encontram-se no Livro dos Provérbios e são creditadas ao rei Salomão.

Devemos sempre entoar a canção para a Eshet Chayil que todas temos dentro de nós e que, pelo cumprimento das mitzvot da Torah serão reveladas; e pelas Eshet Chayils que foram a fundação do povo judeu por milhares de anos e ainda continuam a sê-lo.

ESHET CHAYIL: A REZA traduzida em português. A reza original em hebraico se encontra nos sidurim de Shabat em “ Hinos para o Anoitecer de Sexta-Feira”.

 

Quem pode encontrar uma mulher virtuosa? Seu valor excede em muito o das jóias. O coração de seu esposo confia nela, benefício não lhe há de faltar. Ela o trata com bondade, nunca com maldade, todos os dias de sua vida. Ela procura lã e linho e trabalha de bom grado com suas mãos. Ela é como os navios mercantes; traz seu alimento de longe. Levanta-se enquanto ainda é noite, alimenta seu lar e estabelece as tarefas para suas criadas. Ela avalia um campo e o adquire; de seu lucro planta um vinhedo. Ela cinge seus lombos com a força e dobra os braços. 
Ela está ciente de que seu empreendimento é proveitoso; sua lâmpada não se apaga à noite. Ela põe suas mãos sobre o fuso, e suas palmas empunham a roca [de fiar]. Ela oferece sua mão ao pobre, e estende suas mãos ao necessitado. Ela não teme por seu lar durante o frio, pois toda sua família está vestida [e aquecida] com lã escarlate. Ela faz sua própria tapeçaria; suas vestes são de fino linho e púrpura. Seu marido é famoso nos portais, quando ele senta-se com os anciãos da terra. Ela fabrica roupa branca e [a] vende, ela provê cinturões aos mercadores. Força e dignidade são seus trajes; ela olha sorridente para o futuro. Abre sua boca com sabedoria e o ensinamento da bondade está sobre sua língua. Ela observa a conduta de seu lar e não come o pão da ociosidade. Seus filhos levantam-se e a aclamam; seu marido a enaltece [dizendo]: "muitas filhas têm feito obras meritórias, porém tu superaste a todas elas! O encanto é enganoso e a beleza nada vale; uma mulher temente a D’us é a que deve ser louvada. Elogiem-na por suas realizações, e que suas obras louvem-na nos portões."

Emprestado

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Por Sara Blau

As crianças têm uma maneira de apertar botões.

E quando elas apertam um certo botão em um determinado momento com um certo grau de intensidade, o resultado pode ser o desejo de dar a criança o castigo que ela merece.

Um chassid escreveu certa vez ao Rebe que ele tinha tido dificuldade de controlar-se para não bater em seu filho, mesmo que este não fosse o caminho pelo qual ele desejava criá-lo.

O Rebe respondeu: “Imagine se ele fosse o filho de seu vizinho. Você consideraria levantar a mão para outra criança?”

Na verdade, os nossos filhos não são nossos. Eles foram confiados aos nossos cuidados como um empréstimo, dados a nós pelo Eterno para criar e cuidar deles.

Quando Chanah, a mãe de Samuel, o profeta, estava agradecendo a D-us pelo seu filho depois de muitos anos de infertilidade, ela disse: "Este é o filho pelo qual eu orei, pois D-us me deu o que eu pedi.” a palavra hebraica para “pedir”, sha'alah, também pode significar “emprestado”.

Chana estava consciente de que este filho precioso que ela haveria de cuidar, não era seu próprio, mas sim um empréstimo que D-us lhe tinha confiado.

Pensamento Decorrente: Hoje, eu vou cuidar do meu filho com cuidado e carinho, pois D-us me confiou com o mais precioso empréstimo.

As mulheres são sujas?

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A verdade por trás de impureza ritual

Por Levi Welton

 

Recentemente participei de um lançamento de poesias, onde amadores e profissionais apresentavam seus trabalhos. Eu pensei que as performances incluiriam rimas extravagantes ou mensagens enigmáticas. Então, aconteceu. Um performer começou a criticar os seguidores da Bíblia por considerarem as mulheres como "sujas" durante a sua menstruação, citando Levítico 15:19: "Quando uma mulher está em seu fluxo regular de sangue... quem a tocar ficará imundo."

Fiquei ofendido — e não apenas pelo ataque a este versículo, que eu considero ser tão santo quanto qualquer outro versículo da Torá. Não, eu estava ofendido, em nome da minha mãe. Veja você, fui criado em uma casa situada ao lado de uma casa de banho ritual judaico, uma micvê, onde as mulheres mergulhavam depois de seu ciclo menstrual estar completo.[1]

Esta micvê ficava em uma linda casa construída em pau-brasil que abrigava um salão adornado com arte e uma piscina tipo spa. Minha mãe voluntariou-se durante 30 anos para fazer esta micvê funcionar, e eu nem por uma vez tive a impressão de que essas mulheres estavam vindo porque eram "impuras" ou "sujas." Minha mãe dedicou sua vida a fazer a "experiência da micvê" um momento de alegria e de significado para essas mulheres.

Quando eu absorvi as palavras do poeta, naquela noite, eu pensei comigo mesmo: "Será que minha mãe realmente acreditava que essas mulheres estavam "sujas" e na necessidade de descontaminação higiênica?" Minha pesquisa posterior revelou que a limpeza física meticulosa é realmente um pré-requisito para a imersão na micvê.[2] Além disso, o ritual da micvê também era um componente chave do serviço do Templo realizado pelo sumo sacerdote no Yom Kipur, o dia mais sagrado do calendário judaico.[3] E a micvê é tão essencial à vida judaica que a sua construção tem precedência sobre a de uma sinagoga.[4]

Mais impressionante ainda, verifica-se que o texto original hebraico do versículo em questão foi sutilmente mal traduzido. A palavra hebraica usada neste versículo não é a palavra meluchlach, "imundo", mas a palavra tamei, uma palavra associada ao ritual "impureza" que não implica sujeira física. Este estado de impureza, também, não tem uma conexão única com as mulheres, mas indica uma condição espiritual que muitas pessoas experimentam em diferentes níveis a qualquer momento que elas encontrem um estado de ser que é desprovido de vida. Assim, por exemplo, a palavra tamei é usada para descrever alguém que se depara com uma pessoa falecida.

Então, o que é realmente uma micvê?

Imergir em uma micvê não tem a ver com ficar limpa. Trata-se de tornar-se mais viva. A Torá está obcecada com a pureza porque a Torá está obcecada com a própria vida. Quer se trate de valorização da vida acima da adesão religiosa,[5] ou preservando árvores frutíferas que sustentam a vida,[6] ou até mesmo no brindar L'chaim, "à vida", a espiritualidade da Torá está ancorada na vida. "Mantenham os Meus estatutos... e vivam por eles", diz o Levítico 18:5. Em outras palavras, o propósito de nossa alma não é a viagem para um céu ou inferno prometido. É para a jornada diária por esta vida que nossas almas foram criadas. Portanto, não há uma menção explícita a um paraíso ou inferno ao longo de todos os Cinco Livros de Moisés. No entanto, a Torá destaca as inúmeras histórias de mulheres e homens que perseguiram a iluminação espiritual dentro das limitações físicas desta realidade. Pois não é na morte que encontramos a mais alta forma de realização espiritual. É na luta diária para fazer a coisa certa que eu e você fomos "criados à imagem de D-us".[7] Assim, as alturas espirituais mais elevadas serão alcançadas na era messiânica, quando aproveitaremos  a vida eterna em nosso corpos físicos, quando D-us virá "abolir a morte para sempre."[8]

Tanto o sumo sacerdote como a mulher menstruada representam esta mensagem. Ambos vão para a micvê quando se deparam com a "morte" e abraçando uma nova "vida." O sumo sacerdote deve ir à micvê após entrar em contato com a morte[9] ou antes de rezar por perdão em nome do povo Judeu, que são então agraciados com nova vida espiritual.[10] A mulher menstruada honra o ovo que foi derramado, que nunca vai abrigar uma alma humana, quando ela envolve o potencial fresco para uma nova vida. Esta é a magia da mulher, "mãe de toda a vida" [11] — seu ciclo mensal representa uma lição que até mesmo o maior dos sacerdotes deve aprender: Nós podemos honrar a morte de oportunidades perdidas, mas valorizemos a vida que nossas novas escolhas criarão.

Longe de ser "sujo", o ciclo da mulher nos lembra que são as mudanças e as oportunidades desta vida física que definem a nossa maior espiritualidade. Ir para a micvê é um renascer espiritual, um tempo para reorientar a vida e começar de novo. Na noite em que uma mulher mergulha na micvê, ela e seu marido podem retomar a intimidade, experimentando a santidade e novidade de uma "noite de núpcias"[12] Além disso, muitas pessoas (inclusive homens) mergulham na micvê em preparação para uma festividade religiosa ou evento.[13]  E a própria micvê, que deve conter pura água da chuva dos céus[14], encapsula a missão da nossa alma: trazer o céu aqui embaixo para a terra.

Então, se você é aquele poeta do bar e você está lendo isso agora, eu gostaria que você soubesse que a Bíblia não considera as mulheres como "sujas." Pelo contrário, as mulheres encarnam uma profunda verdade — que experimentamos a mais alta pureza quando honramos a vida plenamente.

E minha mãe concordaria.

 

Por Levi WELTON

Rabino Levi Welton é um escritor e educador, e um graduado do Instituto Rabínico Machon Ariel e Universidade Bellevue. Ele também é membro do Conselho Rabínico da América. Serviu em comunidades judaicas em San Francisco, Sydney e Montreal, e atualmente reside em Nova York, onde trabalha com jovens e jovens adultos.

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[1] Levítico 15:24-27.

 

 

[2] Talmud, Bava Kamma 82a.

 

 

[3] Levítico 16:24.

 

 

[4] Talmud, Meguilá 27a; Meshiv Davar 2:45.

 

 

[5] Talmud, Yoma 84b.

 

 

[6] Deuteronômio 20:19.

 

 

[7] Gênesis 1:27.

 

 

[8] Isaías 25:8.

 

 

[9] Levítico 21:01.

 

 

[10] Levítico 16:24.

 

 

[11] Gênesis 3:20.

 

 

[12] Talmud, Niddah 31b.

 

 

[13] Talmud, Yevamot 46a.

 

 

[14] Sifra em Levítico 11:36.

 

 

Maturidade

 Qual é a referência para medir a idade adulta? Será que uma pessoa se torna umunnamed.jpg adulto na formatura do ensino médio, ou na idade mínima legal para tomar bebidas alcoólicas, ou quando se lança em uma carreira profissional? Isso acontece em uma idade, ou em um palco? 

De acordo com o Judaísmo, você ingressa na idade adulta quando você se torna responsável pelo cumprimento da Torá e Mtsvot. Curiosamente, isso não acontece ao mesmo tempo para rapazes e moças. 

Os meninos tornam-se homens, aos 13 anos, as meninas se tornam mulheres aos 12 anos. Os sábios explicam que, uma vez desde que as mulheres obtiveram uma medida extra de Biná, a compreensão, elas são inerentemente mais maduras e conscientes do seu propósito na vida, ou seja, para servir D-us. Aos 12 anos, as meninas já são consideradas jovens mulheres que 

estão totalmente habilitadas para cumprir os mandamentos. 

Pensamento Decorrente: Hoje, vou desenvolver minha maturidade espiritual, alinhando a minha vida com a vida que D-us vislumbrou para mim. 

(Adaptado de Torat Menachem 5742, p. 2269).

Talento

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Por Sara Blau

 

Não temos que admitir isso em voz alta, mas todos nós às vezes cogitamos o pensamento de que queremos ser alguém realmente grande. Como o próximo Einstein ou Rembrandt. Ou o próximo orador que embolsa US$ 20.000 em três quartos de hora. Honestamente, nós todos não queremos saber como vamos deixar nossa marca?

As mulheres judias na era bíblica foram abençoadas com um talento único. Elas sabiam como fiar a lã em fios antes mesmo da lã ser tosquiada das ovelhas.

As mulheres poderiam ter criado uma marca, ou uma grife para o seu produto. Em vez disso, elas escolheram fazer outra coisa.

Eles decidiram usar sua habilidade única para fiar essa lã espetacular para as cortinas que cobriam o Tabernáculo, a casa de D-us neste mundo.

Elas deixaram a sua marca. Mas não era sobre o seu nome, era sobre o nome de D-us. Elas reconheceram a verdade eterna, que, quando D-us concede a uma pessoa uma habilidade ou talento, este dom não se destina apenas para o desenvolvimento pessoal. Destina-se a ser utilizado principalmente no serviço de D-us, acrescentando santidade a este mundo.

Pensamento Decorrente: Hoje, vou utilizar os meus talentos para servir a D-us.

(Adaptado de Likkutei Sichot, 26 vol., Parshat Vayakhel)

Generosidade

jCJg6737675.jpgQuando eu olho para o meu anel de casamento, sou inundada por memórias e sentimentos calorosos. O valor das minhas joias é estimado não em números, mas em termos de valor sentimental. Para muitas mulheres, joias, muitas vezes significa marcos, como casamentos, aniversários, aniversários de casamento, ou o nascimento de uma criança. O que seria necessário para fazer uma mulher participar de boa vontade com seu ouro, prata e pedras preciosas, e doá-los a uma causa altruísta?

Quando os judeus fizeram a coleta de materiais para a construção do Mishkan (Tabernáculo), as mulheres doaram suas joias caras, posto que não tivessem nenhuma obrigação de fazê-lo, já que não precisavam corrigir o pecado do bezerro de ouro, do qual não participaram.

Esta contribuição foi inteiramente sua iniciativa, decorrente unicamente do desejo de dar de si para glorificar o nome de D‑us.

Pensamento decorrente: Hoje, vou criar a minha casa pessoal para D‑us, doando recursos preciosos de tempo e energia para a minha família.

(Adaptado de Likkutei Sichot, 26 vol., Parshat Vayak'hel.)

Construtoras

Construtoras

Por Sara Blau

Você já teve professores que eram inegavelmente injustos? Eles preparavamTzXs7957235.jpg testes em que a maioria da classe inevitavelmente fracassava, eles tornavam as tarefas tão difíceis que ninguém conseguia nem mesmo vislumbrar como fazê-las.

Então havia os professores que desafiavam e estimulavam, oferecendo amplas ferramentas e orientações.

Estes eram os construtores.

A Torá descreve a criação da mulher com o versículo: "E o Eterno D-us construiu o lado que ele tomou do homem em uma mulher."

A palavra que significa "construiu", vayiven, compartilha uma raiz com a palavra Biná, compreensão. Isso sugere que uma medida extra de Biná, compreensão, foi dada à mulher".

D-us, em Sua infinita bondade, não apenas nos deu, às mulheres, a tarefa de cuidar de nossas famílias. Ele nos dotou com a compreensão, intuição e sexto sentido para realmente a desempenharmos bem.

Porque nós somos Suas construtoras!

Pensamento Decorrente: Hoje, vou apreciar o fato de que eu estou construindo minha casa, o meu casamento, e todas as pessoas grandes e pequenas dentro dessa estrutura.

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