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Como fazer um grande milagre!

Quinta-feira, 17 Outubro, 2013 - 13:54

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por: Tzvi Freeman 

Olá Rabino!

Então agora eu estou guardando o Shabat. Mas eu tenho uma carga pesada na escola, e eu estou ficando para trás. Estou no quarto ano, e eu estou perdendo muitas aulas. Eu tomei uma decisão de não estudar no Shabat — simplesmente não parece ser o jeito certo de passar esse dia. Mas agora eu sinto que tenho que fazer concessões. Eu só tenho que completar meu curso de graduação, e depois, na pós-graduação, poderei dispor do meu tempo com mais facilidade. Mas por ora, para obter meu diploma, eu vou precisar de alguns milagres. Grandes milagres.

Eu não sei se você já esteve nesta situação, mas talvez você possa me dar alguns conselhos.

 

Olá Estudante!

Sim, eu também já fui estudante uma vez, na Universidade da Colúmbia Britânica. No meu segundo ano eu comecei a guardar o Shabat, e dali em diante`` fui crescendo em Torá e mistvot.

No início do ano, eu não era encontrado no campus em Rosh Hashaná ou Yom Kipur. As aulas tinham recém-começado e eu estava perdendo elas. Era difícil, mas eu não poderia chamar isso de um teste. Minhas entranhas não me deixariam ir. Eu não estava me impulsionando, eu estava sendo puxado.

Durante o ano eu fui crescendo mais, passo a passo. Mas não havia nenhum teste real, nada que tivesse que realmente tomar uma decisão a respeito. Apenas as coisas iam acontecendo comigo.

Até o final daquele ano letivo. Aí, foi quando tive que fazer minha primeira escolha real.

 

Sacode e Corre

Olhos abertos. É de manhã. Mas eu não estou na minha cama. Eu estou na minha mesa. Eu olho para o relógio. Um choque de alta voltagem sacode meus nervos. Eu tinha capotado depois de me sentar aqui a noite toda, ruminando a matéria para o exame final decisivo num curso que valia o dobro de créditos, e mesmo que eu pudesse sair do meu quarto para a sala de exame agora, eu já estaria atrasado.

 

Mesmo que eu pudesse sair do meu quarto para a sala de exame agora, eu já estaria atrasado.

Pulei fora da cadeira. Cabeça latejando — duas semanas pesadas de noites mal dormidas e longos exames. Enfiei os sapatos. Nem me preocupei em amarrá-los. Precipitei-me para a porta.

Parei, congelado.

Algo dentro está gritando para mim. "O que há com a minha rotina?"

Durante este último ano, eu tinha criado uma rotina matinal. Principalmente se tratava de me envolver no braço e na cabeça com caixas de couro e correias chamadas tefilin— coisas com que os judeus rezam — e me esforçar para sair das orações da manhã com alguma aparência de foco mental. Eu dedicava a essa atividade cerca de uma hora. Então eu ia de bicicleta para a escola.

Mas agora há um animal dentro de mim, aquele que controla pernas, braços, coração, kishkes (intestinos) e, na maioria das vezes, cérebro também. Ele estava gritando. Como se ele fosse o chefe.

"Esqueça isso. É apenas esta manhã. Faça-o mais tarde, na praia ou em algum lugar. Pegue o seu tefilin e corra, Freeman, corra! "

Mas, então, o rebelde dentro de mim falou.

 

Prioridades

"Freeman, você tem prioridades. Não deixe que eles te digam o que fazer."

Prioridades. Ei, o que é mais importante para mim? O que é que faz de mim eu mesmo, que eu seja minha própria pessoa?

Lavar as mãos. Enrolo-me em caixas de couro preto. Voo através das palavras hebraicas na velocidade da luz.

 

"Mas, o que é isso?! Se você vai fazê-lo, faça-o bem!"

“Mas, o que é isso?! Se você vai fazê-lo, faça-o bem!"

Então agora estou, tortuosamente, deliberadamente, pronunciando cada sílaba de cada palavra. Esticando cada neurônio no meu cérebro para se concentrar no que estou dizendo. Ok, não levou uma hora. Nem mesmo 40 minutos. Talvez sim, talvez meia hora. A meia hora mais longa que já vivi.

Concluído. Arrancar tiras de couro e caixas. Pedalar freneticamente seis blocos colina abaixo até a 41ª Ave. Esticar o polegar pedindo carona. Ato cntínuo, um carro-esportes para e encosta. Salto para dentro. Nem sequer fechei a porta e já estamos decolando.

"Se ela está em uma corrida tão louca, por que ela parou para me pegar?"

Ela não disse uma palavra. Costurando dentro e fora do tráfego da manhã como uma mosca evitando o mata-moscas. Uma distância coberta normalmente em 15 minutos de carro, mas estamos lá em apenas cinco minutos.

Ela me desembarca e corre. Estou em um estacionamento do outro lado do campus. O outro lado extremo do campus.

É um céu azul puro de maio

e eu olho para cima para dizer,

"Se Você já está fazendo milagres, Você não pode fazê-los até o final?"

"Olá Prez!"

É Rodney, vice-presidente da sociedade universitária da música. Eu era o presidente.

"Rodney Eu tenho que estar na sala 204 do Departamento de Ciências Humanas! Rápido!"

Rodney não tem um carro esportivo. O que ele tem é um talento especial para dirigir sobre calçadas e passarelas sem matar ninguém.

"Ei, Rodney, o sinal ali não diz ‘Somente Pessoas Autorizadas’?"

"E`, aí? Você é o presidente, eu sou o vice. Quão autorizados nós estamos?"

No momento seguinte, eu estou do lado de fora do Departamento de Ciências Humanas. Olho para o grande relógio sobre a Biblioteca Sedgewick: 10:00hs. O exame foi marcado para 8:30hs. Está tudo perdido. Não há nenhum jeito. Para que ocorreram todos esses milagres?

Nada há mais nada a perder, então eu entro na sala. Os alunos estão sentados ao redor. Nenhum professor à vista.

"Vocês já fizeram a prova?"

"Se já tivéssemos feito, o que estaríamos fazendo aqui agora?"

"Então o que...".

Neste ponto o professor aparece, sorriso amarelo no rosto.

"Parece que eu estou um pouco atrasado esta manhã. Quem quiser fazer o exame, temos este sala vaga até o final da manhã. Caso contrário, eu entendo se você quiser fazê-lo noutra data. Vamos arranjar algo."

Eu tirei 90 naquele exame.

 

Agora, um pouco de esclarecimento:

Quando eu estava do lado de fora do prédio e olhei para o relógio, eu não poderia ter imaginado que eu ainda seria capaz de fazer o exame. Quando foi a última vez que você ouviu falar de um professor se atrasar uma hora e meia para administrar um exame final?

 

O próprio tempo teve que ser torcido para vários eventos sobre a confundir em um milagre.

O próprio tempo teve que ser torcido para vários eventos configurarem um milagre. A senhora rainha-da-estrada no carro esportivo teve que deixar sua casa bem antes do momento em que corri para o cruzamento. Assim também fez Rodney, que era a única pessoa que eu poderia ter esperado para me levar de um lado do Campus para o outro, quebrando todos os regulamentos do Campus no caminho. E o professor? Ele teve que decidir ficar bebendo com os amigos na noite anterior, de tal maneira que foi dormir até mais tarde do que eu.

Quem sabe, talvez o Programador Mestre tenha reiniciado o sistema pela manhã, para que houvesse um carro esporte, um Rodney, e um professor com um problema com álcool. Porque talvez um momento antes, eles nem sequer existissem. Talvez seu passado e minha memória deles foram codificados no sistema naquela manhã.

Talvez eu esteja indo longe demais com isso. Mas nada é impossível. O que eu vi, afinal, foi o Operador do Sistema dentro do sistema. E que Ele poderia ter feito qualquer coisa sem hackear nem crackear nada.

E eu vi que tinha que começar por mim.

De vez em quando, somos presenteados com uma oportunidade de atuar milagrosamente. Os céus ecoam e fornecem-nos milagres em troca. Vá além de suas limitações para se conectar acima, e Aquele Acima quebra todas as limitações para chegar até você. Você não apenas consegue obter milagres. Você se torna um fazedor-de-milagres.

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