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ב"ה

Seja uma criança, sempre.

Quarta-feira, 28 Maio, 2014 - 16:24


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Às vezes eu me pergunto: "Quem é este D-us a quem estou orando? Eunão posso vê-Lo. Eu não consigo entendê-Lo. Como posso ter qualquer relacionamento com Ele?"

E eu mesmo respondo com uma memória de infância.

Quando criança, eu queria uma bicicleta. Durante meses. Eu a queria muito mesmo. Eu finalmente consegui uma para o meu aniversário, que é em outubro. Mas em outubro, em Vancouver, onde eu cresci, poderia chover durante semanas sem parar.

Então eu pedi a D-us, por favor, "faça o dia de amanhã ensolarado", para que eu pudesse andar na minha nova bicicleta. E foi o que Ele fez. Pelo que eu fiquei muito grato. Porque, em Vancouver, isso é um milagre.

E se você tivesse me perguntado então: "Quem é este D-us? O que o faz d'Ele, D-us? Como você sabe que Ele existe?" — nenhuma dessas perguntas teria qualquer significado para mim. Tudo o que eu sabia era que Ele estava ouvindo, onde e quando quer que eu conversasse com Ele, contanto que eu realmente tivesse verdadeira intenção nas minhas palavras. E se eu precisasse de um dia ensolarado, era a D-us que devia me dirigir.

Isso é tudo que posso dizer sobre o D-us a quem eu orava quando criança. E este é o D-us a quem eu oro agora como um adulto.

Como o rabino Shimshon de Chinon — tão frequentemente citado pelo Rebe —, se expressa: "Quando rezo, rezo com a mente de uma criança pequena."

Sim, então, eu era uma criança. Eu não sabia de nada. Agora eu tenho uma mente própria. Agora eu já li e escrevi livros, estudei com professores e discuti com eles, sentei-me e contemplei e contemplei novamente, e então contemplei minhas contemplações.

E sim, essa é a parte mais difícil de se tornar um adulto — de crescer e aprender, sem nunca deixar a criança para trás. Porque toda a filosofia e teologia e Cabalá e contemplações de todos os grandes pensadores judeus, tudo isso é apenas para alcançar algum tipo de compreensão de uma coisa: Quem é este D-us a quem oramos quando criança?

Mas não podemos. Assim que tenhamos apreendido algo a respeito, Ele se foi.

E assim, quando falamos com Ele, deixamos de lado toda a nossa filosofia e raciocínio, todas as nossas contemplações e realizações, e oramos com a mente de uma criança pequena.

POR TZVI FREEMAN

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