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Existe diferença entre a "má inclinação" e a "alma animal"?

Quinta-feira, 24 Agosto, 2017 - 12:41

 

má-inclinação.jpgExiste diferença entre a "má inclinação" e a "alma animal"?

Por Malkie Janowski

Questão:

Gostaria de saber se o "yetser hará" ou "inclinação do mal" é um termo equivalente à "alma animal". Eu vi esses dois termos sendo usados (de forma aparentemente equivalente) na literatura judaica e chassídica para descrever os desejos básicos do homem.

Se eles não são os mesmos, qual é a relação entre os dois?

Resposta:

Essa é uma questão interessante. Embora os dois termos pareçam semelhantes e sejam muitas vezes intercambiáveis, eles se referem a duas coisas diferentes.

Sua alma animal, a nefesh habehamit, é a fonte de todos os seus instintos que são autocentrados ‑ mas não necessariamente maus. Em suma, a alma animal é paixão egocêntrica. Isso não significa que seja ruim. Pode ser neutro, ou mesmo bom.

O yetser hará é a inclinação do mal. Pense sobre o que isso significa: sua inclinação para fazer o mal. Por exemplo, o desejo de comer alimentos não-casher, roubar dinheiro ou fazer qualquer coisa proibida pela Torá. Todos esses são produtos do yetser hará.

A palavra yetser está relacionada com a palavra hebraica tsiur, "forma". Em outras palavras, o yetser hará leva o matéria-prima bruta da paixão benigna da alma animal e dá a ela forma canalizando-a para fins imorais.

Assim, o yetser hará ‑ a forma da paixão animal ‑ deve ser destruída ou pelo menos ignorada, pois é intrinsecamente mau. A alma animal, por outro lado ‑ essa paixão crua ‑ precisa apenas ser reformatada e recanalizada. Geralmente, isso precisa ser feito por meio de um processo passo a passo: uma vez que a má forma do yetser hará é destruída ou enfraquecida, torna-se possível dar à paixão animal uma nova forma positiva.

A alma animal naturalmente gravita em direção àquilo que percebe como agradável e gratificante. Como seres físicos, nossos prazeres padrão são físicos e, muitas vezes, da variedade proibida. É nossa tarefa reprogramar a alma animal, para ensiná-la que, embora seja bom satisfazer seus desejos egoístas, ela deveria desejar o que é infinitamente melhor e mais doce do que qualquer coisa que este mundo possa oferecer ‑ ou seja, uma conexão com D'us.

Se a alma animal puder ser programada com sucesso para desejar o divino, o benefício prático será excelente. Pois a força da paixão ardente da alma animal é muito maior do que a da alma Divina. Pense por um momento sobre sua excitação em se atracar com um belo e suculento contrafilé, em contraste com sua "excitação" ao fazer uma mistvá. Você pode imaginar canalizar essa excitação e entusiasmo para orar ou dar caridade?

Malkie Janowski para Chabad.org

 

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