
Pergunta da Semana:
Muitos dos nossos jovens ignoram ou estão deixando o judaismo. Nós não podemos todos ser religiosos. Então, além da observância da Torá, o que podemos ensinar à próxima geração para inspirá-los a permanecerem judeus?
Resposta: Às vezes, uma pergunta já contém, dentro de si, a resposta. Como quando um peixe pergunta: "Além da água, onde mais posso sobreviver?" Você já tem a resposta, só que preferiria ter uma resposta diferente...
Um peixe não tem muita escolha, pois obviamente não pode viver fora d'água senão morre imediatamente. De fato, um peixe fora d'água parece estar bastante animado. Ele faz flip e flop, pula e dança sem parar... aparentemente ele está mais ativo do que estava antes. Um observador ignorante pode pensar que o peixe está melhor em terra firme, livre dos confins do mar. Basta olhar o quão vibrante e energético se tornou! Mas nós sabemos a verdade. Essa dança trágica não vai durar muito. Todo esse movimento intenso não é uma indicação de boa saúde, e sim, é um apelo desesperado e sem esperança por vida. Um judeu sem Torá é um peixe fora d'água. Podemos flipar por um tempo, saltando de uma ideologia para outra, de uma nobre causa para salvar o universo para outra, mas não vai durar muito. Você só pode identificar-se conscientemente como judeu, sem a Torá, por uma geração ou talvez duas. Em seguida, o flopping, a agitação, pára completamente... Sempre houve uma e apenas uma resposta para a continuidade judaica. E isso é a observância da Torá. Uma casa kasher, que cumpre o Shabat e as festas judaicas, uma autêntica educação judaica ensinada por pessoas que a vivem, uma conexão direta e pessoal com D'us através do estudo de Sua Torá e um espírito comunitário ativo através da assistência - esta é a água que a alma judaica precisa para sobreviver. Isto não é sobre ser ultraortodoxo. É sobre estar imerso no judaísmo genuíno. E isso está aberto a qualquer um. À sua maneira, com sua mente crítica e coração apaixonado, mergulhe nas águas da Torá e traga-a para sua casa. Isso garantirá o futuro judaico, assim como definiu o passado judaico. Todo o resto é apenas flip-flopping.
Rabino Aron Moss
