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ב"ה

MAMA.

Quarta-feira, 30 Maio, 2012 - 13:38

 "Ma-ma."               jVpB677973.jpg                                  

É a primeira palavra que um bebê aprende a falar. É a palavra mais gentil em qualquer idioma. Isso evidencia uma ligação, incondicional e indissolúvel de amor e aceitação.

É a imagem perfeita de uma criança aninhada nos braços de sua mãe, a sua respiração subindo em uníssono, em rendição completa à paz e serenidade do momento.
É uma promessa de compromisso eterno e devoção.

"Mamma".

Uma palavra curta que descreve uma mão estendida orientadora, não importa o quão desoladora das circunstâncias. A mão que aplaude todas as conquistas, grandes ou minúsculas, da mesma forma que eleva e dá força.
Ela é o coração tão transbordante de orgulho, tão cheio de amor, tão apegado a você que ela é um com você, como se vocês compartilhassem uma única alma.

"Mamma!"

Palavra de uma criança exigente, insistente que, em seu vocabulário próprio diz: eu sei que você vai cuidar de mim. Eu sei que você vai cuidar das minhas necessidades. Eu sei que você vai me ajudar. Eu sei que você vai estar aqui para mim. Sempre. Para sempre!

"Mamãe ..."

Um conjunto de olhos fechados para o seu. Os olhos cheios de sabedoria, que penetram em sua essência. Os olhos cheios de bondade e doação. Olhos que vêem mais do que você nunca vai entender. Olhos que entendem mais do que você nunca vai apreciar.
Olhos que sorriem, mesmo quando eles choram.

"Mãe?"

A dor pungente de uma despedida comovente. Seu coração está partido em mil e um pedaços pois ela permite que você faça seus próprios erros e
sofra suas próprias quedas, permitindo-lhe percorrer seu próprio caminho escolhido.
D'us como Mãe é a Shechiná, a presença feminina de D'us
Ela é quem manda no seu caminho, celebrando as suas decisões, mesmo quando em desacordo, sabendo que suas experiências de vida e escolhas farão de você um ser especial, independente.

"Mãe!"

No período mais negro da nossa história, quando um Holocausto desceu sobre nosso povo, ela não abandonou seu filho, descendo ao mais profundo abismo com ele. Nunca deixando-o. Encontrando alguma fé ou esperança de incentivar seu filho a viver, a escolher a vida - apesar de sua realidade mais dura e implacável crueldade.

"Shechiná".

Quando os Cabalistas se referem a D´us como infinito e mais além, eles chamam D'us de "Ele". "Ele" é o nosso Pai Celestial, dirigindo o nosso mundo. D'us como o Pai é a força transcendente em nossas vidas, a voz envolvente nos capacitando a ir além do aqui e agora.
Mas quando os cabalistas referem-se a D'us como imanentemente aqui, agora, numa forma que nutre, interior,  eles dizem "Ela". D'us como Mãe é a Shechiná, a presença feminina de D'us. Ela acompanha os seus filhos ao longo de sua caminhada difícil através do exílio, experimentando nossa dor e nossas lágrimas, todo o tempo nos confortando, e nunca nos abandonando, apesar das nossas falhas ou nossos defeitos.
Em última análise, é claro, D'us é unidade absoluta, além do gênero e categorização. "Ele" e "Ela" são apenas reflexos da essência de D'us. Mas é somente através da nossa contemplação da analogia deste aspecto feminino, maternal de D'us - a Shechiná - que nossos cérebros mortais podem começar a apreciar qualquer desejo ou dor por parte do infinito, transcendente D-us.
É a Shechiná que chora amargamente pelo exílio de seus filhos. É ela que sente a imensidão da sua dor.
Ela acena para nós, também, a experimentar a Sua dor. A sentir Seu sofrimento intenso de estar separada da unidade, do amor aberto e da união com o seu povo.
E Ela desperta em nós um desejo pelo momento em que nós seremos uma vez mais consolados, abraçados e envoltos nos braços que nos dão sustento de nossa Mamma.

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