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Conversa consigo mesmo

Quinta-feira, 13 Junho, 2013 - 12:44

Conversa consigo mesmo

Rabino Dr. Tzvi Hersh WeinrebyrtX7390737.jpg

Eu não me considero um Lubavitcher, mas eu morei em Crown Heights por um curto período de tempo depois que me casei. Eu participava dos farbrenguens do Rebe de vez em quando, mas a minha relação sempre foi a distância.

Digo isso por causa do que aconteceu depois.

Três anos depois que nos casamos, minha esposa e eu nos mudamos para Silver Spring, Maryland, onde frequentei a Universidade de Maryland. Recebi um PhD em psicologia e comecei a trabalhar como psicólogo no sistema escolar local. Além disso, eu costumava dar aulas de Talmud, uma no Shabat à tarde para o público em geral, e uma na terça-feira à noite para um grupo menor que queria aprender em um nível mais profundo.

Estava nos meus trinta e poucos anos, então acho que eu era muito jovem para uma crise da meia-idade, ou talvez cheguei a uma crise de meia idade mais cedo do que a maioria das pessoas, mas nesta altura da vida, eu estava dilacerado por uma série de questões muito prementes:

Devo permanecer no ensino da Torá, ou devo continuar em psicologia? E se sim, como devo continuar a minha carreira? Devo entrar em trabalho de psicoterapia privada ou aceitar uma oferta de uma das Organizações de Serviço Social do Município nesta área? Além disso, eu não sabia o que era melhor para os meus filhos em termos de opções educacionais em Silver Spring.

Além de todos esses dilemas, como todo mundo, creio, eu tinha minhas próprias questões de fé e confiança no Eterno, bem como algumas questões filosóficas. Eu estava em um estado de incerteza.

Todas estas questões tinham me deprimido, e eu não sabia o que fazer ou para onde ir. Falei com vários amigos, e um deles ‑ um chassid Chabad ‑ sugeriu que eu visitasse o Rebe.

E assim foi que, em fevereiro de 1971, eu liguei para o Rebe.

O secretário do Rebe atendeu o telefone em inglês, com um simples "Olá, quem fala?"

Agora, enquanto eu estava falando com o secretário, ao fundo, reconheci a voz dos farbrenguens que tinha assistido — o Rebe estava perguntando em iídiche: "Quem está falando?"

Eu respondi: "Ayidfun Maryland" ("Um judeu de Maryland").

Eu disse ao secretário que eu tnha muitas perguntas que gostaria de discutir com o Rebe— dúvidas sobre o rumo que a minha vida deve tomar, perguntas sobre a minha carreira, questões de fé... Expliquei que estava em uma fase muito incerta na minha vida e eu não sabia para onde se virar.

Eu falava em Inglês e, enquanto estava falando, o secretário do Rebe ia repetindo e parafraseando as minhas palavras em iídiche — imagino que ele estava fazendo isso para que o Rebe pudesse acompanhar a conversa.

E então eu ouvi o Rebe dizer no fundo, em iídiche: "Diga-lhe que há um judeu que vive em Maryland com que ele pode falar. Der yid hayst Veinreb Seu nome é Weinreb"

O secretário me perguntou: "Você ouviu o que o Rebe disse?"

Agora, eu não podia acreditar nos meus ouvidos. Eu sabia, com certeza eu não tinha dado ao secretário meu nome, mas o Rebe tinha acabado de dizer o meu nome! Fiquei surpreso, e eu queria ouvi-lo novamente. Assim, quando o secretário perguntou se eu ouvi, eu disse que não.

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