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ב"ה

Visão eterna de Moisés

Quinta-feira, 18 Julho, 2013 - 14:26

 By Yanki Tauber2889.jpg

"Você não vê?" insistimos com a pessoa com quem estamos discutindo quando esta não reconhece a verdade radiante que está nos encarando ambos de frente. "Ah sim, eu vejo ..." nós admitimos quando outra falácia confortável é desmascarada. Podemos ter cinco sentidos com os quais apreendemos nosso mundo, mas de alguma forma, "Eu cheirei com o meu próprio nariz", ou mesmo "Eu pude senti-lo com minhas próprias mãos" não carregam a autoridade do "Eu vi com meus próprios olhos”. O que "vemos" ‑ seja literal ou figurativamente ‑ é inequívoca e incontestavelmente real.

"Deixai-me passar," Moisés implorou a D'us quando o povo de Israel acampou na margem oriental do rio Jordão, "e deixai-me ver a boa Terra.". Mas D'us recusou. Nós todos sabemos a trágica história. Moisés, que tinha levado o povo para fora do Egito, que subiu o Monte Sinai para receber a Torá para eles e voltou para ensinar-lhes a palavra de D'us, que durante quarenta anos cuidou de suas fome e sede, suas dúvidas, queixas e rebeliões ‑ Moisés teria que morrer e ser enterrado nas planícies de Moab, e seu discípulo, Josué, é quem deveria levar uma nova geração de judeus para a Terra Prometida.

Mas, após um exame mais atento, a oração de Moisés foi pelo menos parcialmente respondida. Moisés pediu para cruzar e ver a Terra; D-us recusou-se a atender o primeiro pedido, mas concedeu o segundo. "Suba até o topo da montanha," D'us disse a Moisés, "... e veja-a com os seus olhos, pois você não atravessará este Jordão.”.

 


 

Nossos sábios apontam que todas as realizações de Moisés são eternamente duradouras. Moisés nos libertou da escravidão e a partir daquele momento, temos sido inerentemente, irrevogavelmente livres: as nações podem subjugar-nos fisicamente, mas nenhuma força na terra pode subjugar a alma judaica. Moisés nos deu a Torá, e a Torá nunca deixará Israel. Mesmo o Mishkan, o Tabernáculo ‑ o Santuário "temporário" construído por Moisés no deserto ‑, nunca foi destruído (como o foram as moradas Divinas permanentes construídas por Salomão e Esdras em Jerusalém), mas foi misteriosamente escondido em um local não revelado, onde permanece intacto até o dia de hoje.

A filosofia chassídica explica que esta é a razão mais profunda pela qual Moisés não teve permissão para entrar na Terra de Israel. Se Moisés tivesse nos estabelecido na Terra, nós nunca poderíamos ter sido exilados dela. Se Moisés tivesse construído o Templo Sagrado, ele nunca poderia ter sido destruído. Se Moisés tivesse estabelecido o povo de Israel em sua pátria como uma "luz para as nações", essa luz nunca poderia ter sido esmaecida.

Se Moisés tivesse atravessado o rio Jordão, isso teria sido o fim: o fim da luta, o fim da história.

D'us não estava pronto para o fim ainda. Então, Ele decretou que Moisés permanecesse no deserto. Mas Ele lhe permitiu ver a Terra. E porque Moisés a viu, e porque o efeito de tudo o que Moisés fez é eterno, nós também podemos vê-la.

Em todas as ocasiões e em todas as condições, nós temos o poder de ascender uma montanha dentro de nós e ver a Terra Prometida. Não importa o quão distante o objetivo final da criação possa parecer, nós temos o poder de ver a sua realidade, de conhecer a sua verdade com absolutas clareza e convicção.

Nós ainda estamos no meio da luta. É uma tarefa difícil, muitas das vezes uma dolorosa luta, mas não é uma luta cega. Moisés viu isso.

Comentários sobre: Visão eterna de Moisés
8/1/2013

Samua de Brito Paiva escreveu…

Terminei este texto pensando em como eu podia ver Israel ser uma luz para as nações, tendo em vista que sua pregação para elas é praticamente inexistente, uma vez que não é proselitista. Mas respondi-me que não poderia culpar Israel pelo histórico de perseguições que sofreu e que ser um "exemplo" de ética para as nações cumpre seu papel, sem ainda nos esquecermos das inovações que o povo judeu legou à humanidade. Como disse o profeta Zacarias, "...não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o Eterno dos Exércitos." A vinda da internet colabora em muito com a difusão da luz do Eterno às nações.