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A Revolução Silenciosa

Quinta-feira, 23 Janeiro, 2014 - 11:17

A Revolução Silenciosa

Por Chana Weisberg

Susan Cain é a autora do “Quiet—The Power of Introverts in a World That Can’t Stop Talking” (livro ainda não lançado em Português, Calma—O Poder dos Introvertidos em um Mundo Que Não Pode Parar de Falar), que esteve na lista de best-sellers do New York Times. Sua palestra no site www.ted.com/talks foi vista por mais de 5 milhões de pessoas.

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Susan descreve seu avô, erudito e gentil, que era um rabino, como seu modelo. Ela gostava de visitar sua casa no Brooklyn, onde as paredes estavam cobertas por livros, e cada mesa e cadeira disponível servia como uma superfície para eles. A leitura era atividade favorita de sua família, exercida de forma grupal.

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Cain afirma que nossa sociedade evoluiu em grande parte de uma "cultura de caráter" para uma "cultura da personalidade". Em vez de integridade, agora valorizamos carisma. Antes respeitávamos homens e mulheres de contemplação, hoje admiramos homens e mulheres de ação, e ficamos mais impressionados com market/comerciabilidade/promoção do que com o crescimento interior.

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 Embora nosso mundo externalize seus prêmios, Susan nos pede para começar a apreciar as qualidades de introversão e do poder da contemplação silenciosa. "Nós precisamos desligar e entrar por dentro de nossas cabeças com mais frequência", diz ela. Quanto mais liberdade damos às pessoas para serem elas mesmas, mais criativas elas se tornam, e então podem compartilhar suas ideias importantes com o mundo.

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As qualidades que Susan defende sempre estiveram na vanguarda do Judaísmo.

Os judeus são descritos como bayshanim, tímidos. Tikkunha-middot, o trabalho tranquilo, de orientação interna de melhorar traços de caráter, é um foco principal de ensinamentos judaicos, junto com a crença de que se mudarmos a nós mesmos, podemos ter um efeito desproporcional na transformação do mundo inteiro.

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Tefillah, a oração, o ato mais introspectivo de meditação, começa o dia judaico.

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A humildade é a marca de um líder judeu. Moisés, é sabido, implorou a D-us para escolher outrem para se tornar o líder de seu povo. Saul é descrito como nechba el ha-Keilim, "escondido atrás dos vasos", tão esmerado era ele em se esconder dos holofotes.

E, se você pensar sobre isso, este é realmente o poder do introvertido—que não é dele, mas sim a sua crença na mensagem.

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No começo, quando comecei a falar publicamente, pensei que era algo muito incongruente comigo mesmo, pois eu era uma pessoa muito reservada. Em um ambiente de grupo, eu era a última pessoa que iria levantar a mão para compartilhar meus pensamentos. Levei anos para perceber que é justamente porque eu não sou de “empurrar minha agenda” que quando finalmente abro a boca para compartilhar, os outros estão ansiosos para ouvir.

Este é o poder da introversão.

No pensamento cabalista, os seis dias da semana incorporam o modo de se dirigir às seis direções do nosso mundo: o norte e o sul, leste e oeste, para cima e para baixo. Esses dias são considerados masculinos. O Shabat, por outro lado, é considerado feminino, e é o centro que atrai todos os pontos em conjunto. Não pode haver seis direções (ou qualquer direção), se não houver um centro como a base.

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Durante toda a semana nós operamos como homens de ação, fazendo. No Shabat, devemos parar de agir e nos concentrar em internalizar. Por esta razão, o Shabat é considerado ser a fonte de bênção para toda a semana.

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Porque, assim como Cain advoga, a fim de sair e fazer, você precisa primeiro saber ser.

A era messiânica, também, é considerada um tempo feminino, quando finalmente descansaremos de nossos atos exteriores de fazer, e começaremos a absorver e internalizar as bênçãos.

E eu acho que é por isso que não me surpreende que quando nos aproximamos desta época, logo no primeiro plano desta "revolução silenciosa", está uma mulher judia muito poderosa e introvertida.

 

POR CHANA WEISBERG

Chana Weisberg é uma escritora, editora e conferencista. Escreveu vários livros, incluindo o seu mais recente, Tending the Garden: The Unique Gifts of the Jewish Woman (Cuidando do Jardim: Os Dons Únicos da Mulher Judia). Ela tem atuado como diretora de diversos Institutos de Ensino de Mulheres, e ministra palestras internacionalmente em questões relacionadas com mulheres, fé, relacionamentos e a alma judaica.

 

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