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SILENCIO!

Quarta-feira, 23 Julho, 2014 - 19:09

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25 de Tamuz de 5774 "(23/07/2014)

Silêncio

"Eu os vi e já antecipei o que eles estavam vindo me dizer. Fechei todas as janelas e não queria que eles entrassem. Fiz sinal para eles ficarem em silêncio. Enquanto eles estavam em silêncio, meu Eliraz ainda vive." Assim descreve Miriam Peretz, mãe de Uriel e Eliraz H"YD, mortos defendendo o país, os momentos anteriores à informação oficial da morte de seu segundo filho, Eliraz.

Essa história eu a ouvi no último sábado, e já no domingo, adotei-a como um modo de vida. Quando todos começam a falar e te participar e mostrar algumas novidades do WhatsApp, estatísticas ou sucata de informações 'confiáveis', eu sinto que tenho que fechar tudo. Muito tranquila. Não ouço nada. Estudo chassidut e oro. Fico naqueles momentos em que todo mundo ainda está vivo.

Pode parecer infantil, imaturo, mas se a outra opção é continuar a injectar por via intravenosa a cada momento mais "notícias" através de cada espaço possível ‑ eu prefiro continuar a ser uma criança.

Conectar-se a um lugar eterno

Certa vez entrou numa casa Chabad uma a mulher que estava enlutada, D-us nos livre. Ela me perguntou o que havia no Kadish, para supostamente confortar uma pessoa separada dos seus entes queridos, como as palavras "Que seja exaltado e santificado Seu Grande Nome...", podem trazer consolo. Eu realmente tinha algumas respostas bastante conhecidas na ponta da língua, sobre Kidush Hashem, e muito mais. Mas, por outro lado ‑ quando eu a vi e a sua dor estampada na sua face, senti que tinha que me colocar de frente à pergunta e ao lugar de onde ela partia.

Finalmente, recordei a ideia que o Rebe traz acerca das três semanas (entre 17 de tamuz e Tishá beAv), de que a verdadeira consolação não vem para cobrir ou compensar a dor ou dar-lhe uma resposta ‑ mas simplesmente revela um lugar eterno, que traz consolo. Não lutamos contra a dor, mas vamos para um lugar atemporal, onde desde o início, não houve qualquer diminuição.

Como alguém que perdeu um monte de dinheiro: você pode consolá-lo e dizer-lhe "o dinheiro vai voltar, por exemplo. Mas você também pode dizer-lhe que em vez de se concentrar em coisas passageiras, diga graças a D-us que Ele te deixou inteiro. O essencial é a saúde. Não brigue com a perda de dinheiro, mas leve-a para um lugar mais alto e mais importante, onde o dinheiro e a perda ocupam menos significado.

Na realidade, percebemos que justamente essa perspectiva traz mais consolo (e embora cada caso seja um caso, há contudo traços comuns). Quando confrontados com o falecimento de um ente querido ‑ pode-se tentar acalmar e explicar, o que é importante. Mas a Torá nos direciona para o lugar mais perene que existe, " Que seja exaltado e santificado Seu Grande Nome... eternamente e para todo o sempre", e do lugar eterno único na terra, o consolo é absorvido.

O Abraço do Dvir

Isso me lembra a história de Dvir. Dvir Emanuelof foi o primeiro soldado que caiu na guerra na Faixa de Gaza na Operação Chumbo Fundido. Seu pai morrera há dois anos de câncer, e Dvir, o único filho entre várias filhas, carregava toda a carga com a sua mãe. Sua perda causou tristeza especialmente grande devido a ser filho único e restara apenas mulheres na família. Em seu último aniversário, sua mãe Delia compartilhou com os amigos que se reuniram uma história surpreendente:

Certa noite antes de ir dormir, ela falou em voz alta, “D-us, me dê um sinal, me dê um abraço de Dvir para que eu saiba que não foi tudo em vão.” Então foi dormir.

Nesta mesma semana, sua filha pediu para que ela a acompanhasse a um concerto no anfiteatro Piscina do Sultão. A mãe, bastante triste, não queria ir ao concerto, mas também não queria desapontar sua filha e aceitou ir, mesmo sem vontade...

Enquanto os músicos se preparavam, afinavam seus instrumentos e o concerto atrasava, um menino de aproximadamente dois anos, com belas mechas loiras que parecia um anjinho se aproximou dela e tocou-lhe os ombros. Como era professora de primário, Dayla se virou, olhou para o menino começou a conversar com ele.

‑ "Qual é o seu nome?"
‑ "Eshel", o menino respondeu.
‑ "Você quer ser meu amigo, Eshel?"
‑ “Sim!"
‑ "Você quer se sentar ao meu lado?"
‑ “Sim!"

Os pais de Eshel, duas fileiras acima e vendo seu anjinho incomodar Dalya, mandaram-no subir de volta, mas Dayla acenou-lhes mostrando que estava tudo bem.

‑ "Eu tenho um irmão que se chama Dvir", Eshel disse a ela. Dalya ficou chocada ao ouvir este nome e subiu as duas fileiras para falar com seus pais. Ela viu o bebê no carrinho e pediu licença.
‑ "Vocês não se importam se eu perguntar, quantos anos tem o seu filho?" ‑ "Seis meses."
‑ "Espero que vocês não se importem de eu ser um pouquinho intrometida, mas ele nasceu antes ou depois da guerra?"
‑ "Depois."
‑ "Só mais uma pergunta: por que lhe deram o nome Dvir?"

A mãe do bebê Dvir começou a explicar. "Sou uma oficial e lido com soldados feridos do exército. Quando eu estava no fim da minha gravidez, os médicos suspeitaram de uma grave má-formação do feto. Como era o final da gravidez os médicos nada podiam fazer, apenas esperar e ver o que aconteceria.

Quando fui para casa e ouvi a notícia que Dvir tinha sido morto na guerra, eu decidi fazer um pacto com D-us: 'Se você me der um filho saudável, eu prometo dar a ele o nome Dvir em memória ao soldado que foi morto'.

Dalya, a mãe de Dvir, o soldado morto, ficou boquiaberta. Ela disse, "Eu sou a mãe de Dvir!"

Os jovens pais não podiam acreditar. Ela repetiu, "Eu sou a mãe de Dvir”. Os jovens a perguntaram: "Qual é o seu nome? "

"Meu nome é Dalya Emanuelof, de Pisgat Zeev."

Então a mãe do bebê Dvir lhe deu o bebê nas mãos e disse, "Dvir quer te abraçar"

 

Dvir e seu irmão não participaram de um curso avançado de teoria psicológica. A razão que eles sucesso onde outros falharam, em acalmar e confortar a mãe de Dvir ‑ é que simplesmente foi revelada a ela a eternidade de Israel, o seu Dvir está vivo e floresce em outra família.

Queridos irmãos, podem continuar a ficar conectados e atualizados. Mas eu tenho um pedido, em nome de todos aqueles milhares de soldados e suas famílias: o povo de Israel deve deixar cair as "janelas", aplicativos, e procurar o lugar eterno de Israel, a Torá, a oração e a caridade. E este lugar vai trazer-nos e ter a sensação de que todo esse sofrimento não foi em vão. Nós todos vamos aceitar o abraço de Dvir, também um nome do nosso Templo Sagrado. Queremos ver o nosso Rei!

Comentários sobre: SILENCIO!
7/25/2014

Israel Christof escreveu…

Este relatos são a demostração inconstestável e material (como se fosse necessário !), que nossa fonte de proteção, vida, sustento, alegria, família vem de uma única fonte: Hashem.
Hoje temos um escudo protetor em Eretz Israel, o Iron Dome, que nada mais é do que uma ferramenta, ou melhor, um a maneira humanamente inteligível da mente humana ver a revelação da bondade de Hashem. O nome real do Iron Dome é Kipat Barzel (ou seja, kipa de ferro.... Não precisa dizer mais nada !).
A realidade está a nossa frente e mesmo as mentes menos crédulas tem que reconhecer: mais de 2.00 misseis disparados e nenhuma vítima, considerando que as vezes cai a alguns metros de uma casa e/ ou pessoa. Hashem é nosso escudo e nós seu amado povo !!! Shabat Shalom a todos e que a paz justa, duradora e correta seja alcançada em breve.