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SOPA FRIA

Quinta-feira, 21 Agosto, 2014 - 15:22

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Por Manis Friedman

Se você perguntar a alguém saindo da igreja num domingo, "Você acredita em D‑us?", o fiel ficaria chocado. "Que tipo de pergunta é essa? Claro que sim! "Se você, em seguida, perguntar-lhe:" Você se considera religioso?" Qual seria a resposta? "Certamente. É por isso que eu estou aqui!"

Se você for a uma mesquita na sexta-feira e perguntar a uma pessoa lá, "Você acredita em D‑us?" Qual seria a resposta? "Com certeza." "Você se considera religioso?" "Sim, obviamente."

Isso é normal. Essas conversas fazem sentido.

Agora vá para uma sinagoga no Yom Kipur. Pergunte ao judeu sentado na sinagoga no Yom Kipur, jejuando, "Você acredita em D‑us?"

Você não consegue obter uma resposta direta. "Hummm, isso depende do que você quer dizer com 'D‑us'." Isto é, se eles forem do tipo filosófico. Caso contrário, eles simplesmente diriam: "O que sou eu? Um rabino? Eu não sei."

Então lhes pergunte: "Você se considera religioso?" Você já perguntou a um judeu americano se ele é religioso? Ele vai rachar de tanto rir. E lhes garantirão que eles são o que há de mais afastado da religião. "Você está brincando? Sabe o que eu como no café da manhã?"

Em seguida, cada um deles vai dizer algo assim: "Eu tinha um avô, do lado da minha mãe, ah, esse sim era um homem religioso. Mas eu...?"

Então você pergunta o que parece ser uma questão lógica. "Então por que você está aqui?"

Por alguma razão, este judeu médio, que não acredita em D‑us e não é muito religioso, vai olhar para você como se você fosse louco e dizer: "O que você quer dizer? É Yom Kipur!"

Isto não é normal.

Vamos analisar isso por um momento. O que é esse judeu está realmente nos dizendo?

Você perguntou se ele acredita em D‑us, e ele disse "Não" ou "quando eu era jovem, eu costumava acreditar." Ou, "quando eu ficar mais velho, vou começar a crer."

"Então você não acredita em D‑us?"

"Não. Eu não creio."

"Você é religioso?"

"Sou o que há de mais distante disso."

"Então, por que você está aqui?"

"Porque é Yom Kipur!"

O que ele está dizendo é: "Por que estou aqui? Porque D‑us quer um judeu esteja na sinagoga no Yom Kipur. Então, onde mais eu deveria estar?"

Então você diz: "Mas você não acredita em D‑us".

Ele diz: "E daí?" E ele não entende o seu problema.

Ele está dizendo: "Hoje é o Yom Kipur, mesmo que eu não tenha um calendário. Esta é uma sinagoga, mesmo que eu não goste. Eu sou judeu, mesmo que eu não seja religioso, e D‑us é D‑us, mesmo que eu não acredite n'Ele. Então, qual é o seu problema?"

Agora analisemos, isso tudo pode ser descartado e, infelizmente, muitos de nós rejeitam-no como pura hipocrisia. Nós dizemos: "Você não acredita em D‑us e você não é religioso — então não venha à sinagoga. Não venha aqui só para mostrar o quão judeu você é."

O Rebe tem uma abordagem diferente. Esta loucura é o que nos faz judeus. Isto é o que demonstra como somos especiais em nosso relacionamento com D‑us.

Isso é chamado de verdade. Não é sobre mim. Eu não quero ser religioso. Eu não quero acreditar em D‑us; Eu não quero ouvir sobre isso. Mas Ele me quer aqui, por isso estou aqui.

A mesma coisa acontece em Pessach. Todo judeu participa de um Seder. Pergunte ao judeu médio em um Seder, você acredita em D‑us? Me deixe em paz. Você é religioso? Ele se engasga com a matsá de tanto rir. Então você está comemorando o Êxodo do Egito ocorrido 3.300 anos atrás? História não é minha praia. Então, por que você está aqui? Onde eu deveria estar? É Pessach! Isso é o que há de tão magnífico sobre o judeu.

Agora, vamos colocar tudo no contexto: 3.326 anos atrás, D‑us nos perguntou se casaríamos com Ele. Tivemos uma cerimônia de casamento extraordinária, com grandes efeitos especiais — nós fomos surpreendidos. Após o casamento Ele disse: "Eu tenho algumas coisas que Eu gostaria que vocês cuidassem para Mim, então, por favor... Eu já volto." Ele não foi ouvido desde então. Por mais de três mil, trezentos anos. Ele enviou mensageiros, mensagens, cartões postais — você sabe, escrevendo nas paredes... mas não ouvimos uma palavra d'Ele em todo esse tempo.

Imagine um casal se casa, e o homem diz à sua nova esposa: "Você poderia me fazer alguma coisa para comer, por favor? Eu já volto. "Ela começa a preparar. O cara volta 3.300 anos mais tarde, entra na casa, vai até a mesa, direto para sua poltrona favorita, senta-se e prova a sopa que está sobre a mesa. A sopa está fria.

Qual será sua reação? Se ele for um homem sábio, não vai reclamar. Em vez disso, ele vai pensar que é um milagre que a casa ainda esteja lá, que sua mesa e cadeira favorita ainda estejam lá. Ele ficará encantado ao ver uma tigela de sopa em seu lugar. A sopa está fria? Bem, sim, depois de mais de 3.300 anos, a sopa pode ficar fria.

Agora estamos esperando Mashiach. O Rebe introduziu esta noção radical que Mashiach vai chegar agora. O que torna isso tão radical? Isso significa que ele vai chegar sem um aviso prévio de duas semanas. Nós sempre pensamos que haveria algum aviso, para que pudéssemos agir em conjunto antes que ele chegasse. Mashiach chegando agora? Mas agora eu não estou pronto. Eu não quero ser julgado do jeito que eu sou. Eu preciso de um pouco de aviso-prévio.

Se Mashiach vier agora, e quer julgar, o que ele vai encontrar? Sopa fria?

Se Mashiach vier agora, o Rebe nos diz, ele vai encontrar um povo judeu incrivelmente saudável. Depois de 3300 anos, estamos preocupados em sermos judeus, o que significa que estamos preocupados com o nosso relacionamento com D‑us.

Sim, se Mashiach chegar hoje, ele vai achar que a nossa sopa está fria. Nós sofremos de ansiedade de separação. Sofremos de uma perda de conexão com nossos ancestrais. Nós sofremos uma perda de conexão até mesmo com nossa família imediata. A sopa está fria. A sopa está muito fria. Mas de quem é a culpa? E quem recebe o crédito pelo fato de que, apesar de tudo, há uma sopa de fato?

Somos um milagre. Tudo o que precisamos fazer é aproveitá-lo. Nós somos a cura. Não somente para nós mesmos, mas também para todo o mundo. Através de nós, a cura é holística, é natural, é orgânica. Nosso relacionamento com D‑us é orgânico. Não é uma religião que praticamos — somos nós, é quem somos, é o que somos.

Portanto, o Rebe nos diz que o caminho a percorrer é ir direto a D‑us. Pular todas etapas, pular a Cabalá, ir direto a D‑us e estar em contato com o seu propósito. O propósito não é cabalístico. O objetivo é pessoal. D‑us precisa que você faça uma mitsvá. Ele o enviou a este mundo para você ser quem você é, porque somente você pode fazer esse tipo específico de mitsvá. É verdade, as mitsvot são as mesmas para todos nós. Mas quando você a faz, é diferente, porque é holística. É com suas emoções, com seus problemas do passado, com seu passado familiar, com seu conhecimento e com sua ignorância. Tudo isso vem junto e faz sua mitsvá holisticamente única.

Então, que Mashiach venha agora e nos pegue aqui com a nossa sopa fria, porque não temos nada do que se envergonhar. Somos verdadeiramente incríveis. Quando D‑us decidiu casar conosco, Ele sabia que estava fazendo realmente um bom negócio.

Comentários sobre: SOPA FRIA
10/7/2016

ELIÉZER ZAC escreveu…

A MAIS PURA LÓGICA SOBRE A LOUCURA DE SER JUDEU...