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#JeSuisJuif, #JeSuisCacher

Quinta-feira, 15 Janeiro, 2015 - 17:35

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Caro leitor,

 

Eles foram às compras, provavelmente para pegar os suprimentos de última hora antes do Shabat: frios, gefilte ou uma salada extra. Sendo judeus, eles frequentavam um supermercado kosher, o Hyper Cacher, no leste de Paris.

E porque eram judeus, eles foram alvejados e mortos.

Yoav Hattab, 21 anos filho de um Rabino na Tunisia, tinha acabado de retornar a Paris para dar continuidade aos seus estudos. Foi assassinado a sangue frio, porque ele era um judeu.

Yohan Cohen, um trabalhador de 22 anos de idade do supermercado que corajosamente tentou pegar a arma do terrorista. Tiro na cabeça, sua vida cruelmente interrompida porque ele era judeu.

 

Philippe Braham, um judeu observante, na casa dos seus quarenta anos e pai de quatro crianças que frequentam uma escola judaica em Montrouge, um subúrbio de Paris. Brutalmente massacrado porque ele era judeu.

François-Michel Saada, um homem na casa dos sessenta anos, marido e pai de dois filhos. Impiedosamente assassinado porque ele era judeu.

Intimamente, olhando os assassinatos na sede da revista satírica de Charlie Hebdo, os terroristas estavam atrás dos judeus. Em um discurso à nação sexta-feira, o presidente francês François Hollande disse que o ataque mortal no supermercado kosher foi sem dúvida “um ataque antissemita”.

O mais recente massacre traz de volta muitas memórias de outros banhos de sangue recentes semelhantes, como o de Mumbai em 2008; Toulouse em 2012; ou Har Nof, Jerusalém, em 2014.

Sangue judeu. Fluindo livremente.

Uma criança em um carrinho de bebê. Pais envoltos em seus tefilin. Os adolescentes que se dirigem para casa à noite. Crianças que estudam em escola judaica.

Sangue judeu. Fluindo livremente.

Em livros de oração. Em talit de oração. E em potes de picles kosher.

E qual é a nossa resposta?

Na porção da Torá desta semana, Vaera, lemos sobre os gritos sinceros do povo judeu de agonia durante a brutalidade de seu exílio egípcio, um lugar onde o sangue judeu fluía livremente, onde os bebês foram cimentados vivos em paredes de tijolos e onde o terror abundava.

Como é que o povo judeu, eventualmente, deixou esse exílio?

Ao lembrar quem eles eram. Ao permanecer separados de seus algozes cruéis. Por não assimilar. Mantendo forte suas crenças e esperanças.

Daqui a duas semanas leremos sobre como o povo judeu se jubilou ao cruzar o Mar Vermelho, deixando para trás seus captores com cânticos de ação de graças em seus lábios. Como? Por estar firmes em sua fé e costumes.

Hoje, ao gritar de dor e lágrimas junto com nossos irmãos e irmãs, na França, precisamos lembrar: o mal não vai nos parar. A nação judaica está viva. Am Yisrael Chai.

Hoje e todos os dias precisamos nos lembrar de quem somos e o porquê somos. À medida que saímos às compras para as nossas provisões do Shabat, nossas mantimentos diários estamos dizendo com orgulho, JeSuisCacher.

Precisamos agir com orgulho, como os judeus. Precisamos estar orgulhosamente judeus. JeSuisJuif.

Para as vítimas. Para a perda sem sentido de vida. Para nós mesmos. E para um mundo melhor.

Chana Weisberg,

 

Comentários sobre: #JeSuisJuif, #JeSuisCacher
1/19/2015

Rosa Tilde Menaei escreveu…

Exelente texto !
3/12/2015

Victor Acher escreveu…

Chaverim e Chaverot
Que a Alma desses Mártires descansem em Paz no Gan Eden.
É muito difícil comentar sobre isso. Será que podemos perguntar se cada um de Nós pode ajudar a evitar essas abominações e covardias? Se sim, como? Seja individualmente, seja comunitariamente, seja mundialmente. Quais são as respostas? Permitam-me sugerir: Entendo que devemos falar mais sobre assuntos de como ajudar a evitar esses acontecimentos e uncluir mais e sempre MUSSAR em nosso dia em qualquer lugar, seja nos Shiurim, nos Sites, e-mails, entre tantos outros. Shalom ve Beezrat Hashem.