O comerciante de diamantes
Tamuz 19, 5775 · 06 de julho de 2015
Adaptado por Dovid Shraga Polter

Durante sua visita a Nova York em 1930, o Rebe Anterior hospedou-se no recém-inaugurado Hotel Roosevelt. Multidões de judeus se reuniam em frente ao hotel a cada dia, esperando para ver o Rebe e pedir-lhe uma bênção.
Certa manhã, dois jovens ricos homens de negócios estavam passando por ali e perguntaram por que a multidão estava reunida. Quando souberam que um santo rabino da Europa estava em visita, dando bênçãos, eles replicaram brincando que o velho rabino só queria o dinheiro deles.
Para provar sua teoria, eles se juntaram à multidão esperando para ver se seriam chamados antes do que os outros, uma vez que aparentavam ser ricos e honrados. Enquanto isso, o secretário do Rebe, Rabino Eli Yechiel Simpson, "estava fazendo suas rondas", inquirindo sobre a razão de cada pessoa querer ver o Rebe.
Com efeito, em poucos minutos eles foram chamados à frente da fila! Enquanto estavam sendo levados para a sala do Rebe, os dois sorriam — satisfeitos por tão rapidamente comprovarem sua teoria.
O Rebe pediu aos empresários para sentar-se e, antes que pudessem dizer uma palavra, ele começou: "Vocês provavelmente estão se perguntando por que pedi para vê-los antes do que outros que estavam esperando por mais tempo. Vejam vocês, muitas dessas pessoas querem uma bênção para a saúde. Mas eu não sou um médico, e abençoar-lhes com boa saúde é uma tarefa árdua. Da mesma forma, outros querem que eu abençoe seu negócio, seus empreendimentos. Mas eu não sou um homem de negócios; eu nunca estudei economia, e dar a bênção apropriada é bastante desgastante.
"Mas quando me comunicaram que havia dois jovens judeus querendo saber como se pode ser religioso na América, eu disse: 'Aqui vamos nós! Esta é precisamente a minha área de especialização. Por favor, mande-os entrar."
"Em que área de negócio vocês estão?" o Rebe perguntou.
"Nós somos comerciantes de diamantes", responderam eles.
"Qual é a sua margem de lucro?" perguntou o Rebe.
"Nós temos uma margem de lucro bruto de 100%."
"E se alguém estivesse disposto a pagar apenas 20%, vocês ainda iriam fazer o negócio?"
"Sim", os homens responderam.
"E se a mesma pessoa voltasse no dia seguinte. Vocês de novo tomariam os 20%?" o Rebe perguntou.
"Claro que não!" os empresários replicaram. "Nos tentaríamos novamente obter o preço integral."
"Isso", concluiu o Rebe, "é o segredo para ser judeu na América. É fácil ser 20% observante e se sentir confortável com isso. Mas é importante lembrar-se do objetivo dos 100% e esforçar-se para isso."
Afinal, somos seres humanos, e às vezes nós só vamos chegar a 20% — certamente melhor do que nada, porque ainda é um lucro. Mas no próximo dia, nós temos que lutar por 25%, em seguida por 30%, e assim por diante, até que estejamos mais perto de 100%. Fixar nossa meta no prêmio — os 100% — irá manter-nos motivados e inspirados.
Tradução original para inglês do Rabino Mordechai Lipskier, que a ouviu do Rabino Berel Futerfas

Edna Scharf escreveu…
Edna Scharf escreveu…
ELIEZER ZAC escreveu…