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Reconstruindo o Templo com Amor

Quinta-feira, 09 Julho, 2015 - 22:26

 

Reconstruindo o Templo com Amor

 

http://w3.chabad.org/media/images/898/VzsJ8981438.jpgConversa sobre culpa judaica. Diz-se que se não testemunharmos a reconstrução do Templo Sagrado ao longo de nossas vidas, é como se nós testemunhássemos sua destruição. Como se isso não fosse difícil o suficiente, a chave para a reconstrução é simples de articular, mas um desafio na prática: amar outro judeu incondicionalmente (ahavat yisrael). Este amor repara o "ódio infundado" (sinat chinam) que causou a destruição do Segundo Templo em Tisha B'Av, o dia 9 de Av, em 70 E.C.

 

Até que o Templo seja reconstruído, nossa nação para para lamentar durante as três semanas que antecedem o dia 9 de Av. Durante este período (conhecido como as "Três Semanas"), não há casamentos, não cortamos o cabelo, nem ouvimos música. Durante os nove dias a partir do dia 1º de Av até o dia 9 de Av (os "Nove Dias"), esqueça sobre nadar, nada de comer carne (a não ser que seja Shabat), nem pense em tirar suas férias de verão. Depois, vem o próprio Tisha B'Av, um jejum de 25 horas de duração, que geralmente parece mais longo porque está tão ridiculamente quente lá fora.

 

Mas o que mais me desgostava durante este período era quão claramente eu podia ver o que estava faltando em mim.

 

Quando eu era criança e adolescente, verão significava diversão. E é o que continuou a significar para minha família ampliada, velhos amigos e vizinhos que não sabiam sobre as três semanas ou os nove dias ou Tishá Be Av. Eles estavam felizes gozando férias e fazendo churrascos, enquanto eu estava sentada em casa no meio do verão com um grupo de crianças e nada para fazer.

 

Eu tenho que admitir que eu nem sempre via os meus companheiros judeus amantes da diversão tão gentilmente durante as três semanas. Afinal, eu racionalizava, eu tinha feito um monte de trabalho pesado para fazer o que D'us quer para que o Templo pudesse ser reconstruído. E quanto a todos os judeus que não ligavam a mínima? Que era exatamente o pior pensamento possível que eu poderia ter em relação a outros judeus, especialmente neste período. Eu sabia disso também, o que significava que eu não gostava especialmente de mim mesma nesta época do ano também.

 

Mas, mesmo assim, eu sempre mantinha uma imagem do Templo em minha mente, lembrando-me de como ele me inspirou durante um Shabaton do qual minha jovem família participou quase 30 anos antes. Antes daquele final de semana, eu sabia que o Templo existira — eu tinha ido a Jerusalém e vira o Kotel (Muro das Lamentações) —, mas eu achava que era basicamente uma versão maior da nossa gigantesca sinagoga em Pittsburgh. (O que mais deveria eu ter pensado? Todo mundo se referia à nossa sinagoga como "templo".)

 

Quando, neste Shabaton, eu aprendi que D'us realizava milagres abertos no Templo em Jerusalém e que, até sua destruição, as pessoas realmente sabiam que D'us existia, fiquei emocionada ao ser capaz de confirmar a minha suspeita sobre a existência de D'us.

 

O Templo de Jerusalém forneceu evidências suficientes para mim de que toda a história de D'us e da Torá era verdade. A partir daí, a corrente de ideias foi bastante simples: as nossas mitsvot apressam a vinda de Mashiach, que reconstruirá o Terceiro Templo, que existirá por toda a eternidade. Aprender sobre o Templo pôs toda a história judaica, de fato, toda a Criação, em um contexto significativo. Minhas perguntas existenciais tinham respostas bem ali, no meu próprio quintal religioso.

 

Ao final do Shabbaton, meu marido e eu assinamos na linha pontilhada espiritual, certos de que queríamos ser parte da campanha de reconstrução.

 

Mas todos os anos, as três semanas me atrasavam, e eu caía na armadilha de olhar para o que os outros judeus não estavam fazendo para D'us.

 

Só recentemente é que eu percebi uma mudança no meu relacionamento com D'us e o mundo. Eu sou capaz de ver outros judeus de uma forma que antes eu não conseguia — aceitando-os, preocupando-se com eles e amando-os, não importando o que eles façam, até mesmo durante as três semanas. Que essa atitude ajude a reconstruir o Templo é quase secundário.

 

Levou muitos anos para eu interiorizar que entregar a minha vontade para a vontade de D'us é o meu bilhete para a felicidade pessoal, e aquilo que Ele mais quer de mim é que eu ame os outros judeus. O que ainda me surpreende é o quanto sou feliz quando eu faço isso.

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