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O garçom e a tefilá por Yoel Gold

Quinta-feira, 15 Outubro, 2015 - 0:12

 

Um rabino de Los Angeles contou a história inspiradora de como a sua tia ‑ através de uma série de aparentes coincidências ‑ conheceu o soldado israelense cujo nome lhe foi passado por um grupo judaico para que ela o acrescentasse às suas orações diárias durante o conflito de Gaza no verão passado.

Em uma mensagem de vídeo para o ano novo judaico, Rosh Hashaná, o rabino Yoel Gold disse que a história é um lembrete de que é realmente D'us Quem "está por trás dos eventos que chamamos de coincidência, acidentes ou acaso."

Rav Gold disse que sua tia Betsy e seu tio Simon visitaram Israel recentemente. Numa certa noite, decidiram sair para uma viagem não programada a um restaurante em Herzliya, fora de Tel Aviv.

Eles estavam sentados no piso térreo, mas, em seguida, pediram para ser transferidos para o andar superior para que eles pudessem ver a vista.

Betsy ‑ cujo sobrenome não foi especificado ‑ recordou que no andar de cima, lhes foi designado um novo garçom, que lhes explicou as sugestões da casa para o jantar. Enquanto ele se afastava, virou-se e disse: "A propósito, se vocês precisarem de alguma coisa, meu nome é Barak."

"Eu imediatamente tive um tipo de pressentimento ... Eu disse [ao meu marido], 'Nós temos que saber o nome da mãe dele.' ", disse Betsy.

Seu marido perguntou ao garçom se o nome de sua mãe era Orna. E era.

"Ele disse isso, mas eu não processei a informação. Era como essas histórias em que você não ouve direito o que o outro está dizendo e você pergunta "o quê?" E foi assim que eu me senti", disse Betsy.

Quando sua tia recuperou-se do choque, perguntou ao garçom: "Você por acaso lutou no verão passado na guerra com Gaza, na Operação Protective Edge?"

Barak respondeu: "Sim, como você sabia?"

Betsy disse: "Eu tenho seu nome no meu armário da cozinha."

No vídeo de Rosh Hashaná do rabino, ela explicou que havia um número de telefone para o qual as pessoas podiam ligar durante o conflito Israel-Hamas no ano passado, para obter o nome de um soldado israelense por quem orar.

Judeus rezam tradicionalmente pelo bem-estar e saúde de outros judeus, invocando o seu primeiro nome, em seguida, "filho de" e, em seguida, preenchem com o primeiro nome de sua mãe.

"O nome que passaram a ela foi Barak filho de Orna, e esse é o meu nome", disse Barak no vídeo.

Duas semanas antes de sua viagem a Israel, realizada há vários meses, Betsy, mais uma vez notou o nome de Barak em seu armário de cozinha, e novamente orou por ele especificamente com o pensamento: "Eu nem sei se ele está vivo. Seria bom encontrá-lo e ver como ele está."

Depois de enumerar todos os eventos que a levaram a encontrar Barak pessoalmente ‑ a viagem a Israel, a ida até Herzliya, a escolha daquele restaurante, a troca de mesas ‑ Betsy disse: "Para mim, foi simplesmente uma mensagem poderosa de que Hashem [D'us] está bem aqui."

Barak também ficou incrivelmente comovido ao conhecer uma mulher que estava orando por ele a milhares de milhas de distância na Califórnia.

"Betsy rezou por mim para voltar para casa em segurança, e eu voltei para casa em segurança. Quando você percebe que alguém reza por você, isso aquece muito o coração", disse Barak.

O encontro o levou a abrir espaço para a oração na sua vida diária, começando com a colocação dos "tfilin" ‑ caixas de couro que contêm trechos das Escrituras, conhecidos como filactérios ‑ que os homens religiosos judeus usam durante as orações matinais. A tradição de colocar uma lembrança das palavras de D'us entre os olhos e no braço é referenciada várias vezes na Torá, incluindo em Deuteronômio 6:8: "Amarre-os como símbolos em suas mãos e ate-os em suas testas".

"Eu senti que isto é um sinal de D'us ou algo assim. Isso foi inacreditável", disse Barak.

O Rabino Gold concluiu sua mensagem assim: "Nós vivemos em um mundo de 7 bilhões de pessoas, e é difícil imaginar que o Criador do universo esteja olhando para este pequenino 'eu'."

"Às vezes é difícil sentir que quando eu falo com Ele, Ele está realmente ouvindo," Rav Gold acrescentou.

Rav Gold disse que mais tarde verificou-se também que o sobrenome do garçom realmente era o do soldado para quem sua tia estava orando.

"Eu me lembro quando minha tia contou-me esta história pela primeira vez alguns meses atrás, logo depois que aconteceu, não pude conter as lágrimas, eu estava chorando, realmente me tocou de uma forma tão profunda que eu sabia que tinha que fazer algo para compartilhar com o mundo ", disse Rav Gold.

Ele disse que tem recebido centenas de e-mails e telefonemas de pessoas em todo o mundo agradecendo-lhe por compartilhar a história "que mostra como estamos todos nós desejosos por um sinal de que realmente há Um Poder Superior guiando-nos de cima, e esta história é apenas um dos muitos bons exemplos que ocorrem."

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