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Depoimentos Shabat Mundial - Luciane C. Stern

Quarta-feira, 16 Novembro, 2016 - 22:30

 

                                             As Velas de Shabat  e Eu, 

Por: Luciane C. Stern 

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Pediram-me que fizesse um pequeno depoimento sobre o porquê acendo as velas de Shabat. Disseram: “Luciane, vá à sinagoga e conta que, apesar de você trabalhar muito, você para tudo e vai para a casa acender suas velas. Que onde quer você esteja e independentemente do que esteja fazendo, na hora do acendimento das velas você interrompe e a isso prioriza”. Sim, tudo isto é verdade, mas o que eu gostaria de contar é o porquê eu faço isso.

 Descobri nesta sinagoga, que na hora das velas, as portas do céu se abrem e você tem a chance de ter um contato direto com Ashem, sem intermediários. Imagine você e Ele em uma audiência particular! Neste momento, Ashem é todo ouvidos para você. Se você tivesse a chance de ir conversar com alguém muito importante, que tivesse poderes especiais para lhe ajudar, alguém que você pudesse contar e confiar, que tivesse toda boa vontade e disponibilidade ao seu favor, você iria faltar a esse encontro? Alguém que tivesse mais força e importância, neste momento, do que o Donald Trump? Você Iria chegar atrasada a esse compromisso? Você iria fazer pouco caso?

Para muitas pessoas foge essa dimensão, pois estão acostumadas a viver na materialidade das coisas. Ashem você não vê, você sente. O amor, a saudade, a tristeza, a angustia você também não vê, mas sente. Todos nós sentimos estas sensações, que em nós se corporificam. Todos nós temos essas sensações e sabem bem do que estou falando. Na minha profissão, como psicanalista, este é meu dia a dia: ver o inconsciente se materializando no corpo do sujeito, sem ele entender como e porque, mas mesmo assim deixando suas marcas e seus efeitos.

Aprendi também nesta casa que tudo que desejamos, podemos pedir a Ashem. Amei esta parte! Antes ficava com pudores de fazer pedidos. Achava que deveria apenas agradecer, mas depois dessa descoberta, minha vida mudou! Peço muito a Ele. Peço por mim, pelo meu marido, pelos meus filhos, por todos os meus parentes e por várias pessoas que nem sabem que estou pedindo por elas. Digo que quando chegar lá encima Ashem dirá: “Moça você pedia demais, você me dava muito trabalho”. Meu marido deve ter a alma mais elevada do que a minha, pois ele apenas agradece. Eu não, eu peço. Mas o fato é que Ashem me atende. Acho até que ele gosta de mim! É verdade que, por vezes, ele não realiza meus pedidos, no entanto, hoje entendo que quando Ele não o faz, esse é o melhor. E a posteriore, serei confrontada com isso. Confesso, contudo, que isso não significa que não fico aborrecida. Reclamo, fico zangada, mas com tantos anos de encontro, criamos até certa intimidade. Isso pode parecer brincadeira, mas não é.

Minha casa é frequentada por jovens da idade de meus filhos e se há algum deles lá, no momento do acendimento das velas de Shabat, chamo-o para que o faça conosco. Outro dia, tinha um rapaz e ao chamá-lo, ele disse: “Quero ir sim, o acendimento das suas velas são famosas com a galera”. Pensei naquela frase e acho que o que impacta a galera deve ser minha posição subjetiva, pois considero que, naquele momento, nos colocamos frente ao Sublime e essa mensagem não deve ficar impune aos jovens que a captam.

Para terminar, sugiro que vocês acendam suas velas, que elas tragam luz para o seu lar, para sua vida e para todos os membros da sua família, e, que possamos, também, trazer mais luz para o mundo que vivemos. Desejo, ainda, que vocês possam fazer um bom encontro com Ashem, que Ele atenda aos seus pedidos e que possamos ter olhos para ver as maravilhas que Ele faz nas grandes e nas pequenas coisas de nosso cotidiano. Obrigada por me escutarem. Shabat Shalom!  

                                                                            

Luciane C. Stern – novembro de 2016

 

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