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Quem consertará o Mundo?

Quinta-feira, 12 Janeiro, 2017 - 19:50

 

Quem consertará o Mundo?

Do livro a ser lançado, Sabedoria Para Curar o Mundo.

Por Tzvi Freeman

 

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Quem é que vai corrigir essa bagunça de mundo? Os políticos? Os assistentes sociais? Os filósofos? Os grupos de reflexão e analistas?

Talvez algumas grandes mentes possam lançar alguma luz para que possamos encontrar a porta. Quiçá algum burocrata sensato possa até mesmo deixar a porta destrancada?

Mas não espere que a mudança real entre por aquela porta. Não espere que os acadêmicos e autoridades em suas torres de marfim e aço planejem-na ou apliquem-na. Não espere que aqueles, tomando notas no outro lado de um vidro que somente deixa passar a luz num único sentido, corrijam o mundo.

A mudança real é um trabalho interno. Ela é feita por aqueles que têm um investimento no mundo real. Por pessoas que estão cobrando por seus serviços, comprando e vendendo, inventando e fabricando, comerciando e transportando. Aqueles que estão construindo o mundo têm o poder de corrigi-lo.

 

Conexões mágicas

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Dinheiro e tikun (conserto) têm muito a ver um com o outro. Ambos tratam de colocar coisas em conjunto. Ou pessoas juntas. Ou pessoas e coisas juntas.

De alguma forma, apenas com essas conexões, você criou mais valor no mundo. Uma vez que você as criou, você obtém uma maior fatia daquele valor, muitas vezes sob a forma de dinheiro.

O que ocorre de fato é que ganhar dinheiro é algo mágico — fazer algo do nada.

Como é que essa magia funciona? De onde é que vem esse valor?

Voltemos à ideia de tikun. Tudo começou como um único pensamento. Quando fazemos conexões, estamos remontando aquele pensamento original. À medida que as ligações se estabelecem, aparece cada vez mais significado.

Percebemos esse significado como valor. Às vezes, podemos até representar esse valor como dinheiro. E com esse dinheiro, podemos fazer ainda mais conexões.

Acontece que o comércio, bem como arte, música, literatura, ciências — basicamente todas as atividades que são específicas da espécie humana —, podem ser uma forma de tikun. Todas elas podem implicar em conectar fragmentos quebrados de nosso mundo para criar valor.

Agora, olhe para o nosso mundo hoje. A rede global de comunicações nas mãos de quase todo mundo aumentou a abundância muitas vezes, espalhando-a até as fronteiras extremas da colonização humana.

Por milhares de anos, somente um grupo seleto de poucos, cerca de 5% — eram alfabetizados. Hoje 80% dos adultos em todo o mundo podem ler e escrever. A pobreza e a fome diminuíram em todo o mundo mais rapidamente do que qualquer um havia previsto, — em mais de 50% em 20 anos. Apesar da percepção comum, desfrutamos da época mais tranquila da história — porque descobrimos que é melhor fazer o comércio do que a guerra.

Um aldeão em Botsuana pode não ter eletricidade, nem água corrente, nem mesmo uma bicicleta para andar —, mas ele tem um telefone celular, e com isso, tem acesso a todo o conhecimento humano e um meio de contribuir ainda mais informação e experiência. Nada poderia transformar mais poderosamente a compreensão de uma pessoa de si mesmo e sua relação com o mundo.

Conexões estão sendo feitas. Conexões que criam valor.

 

Conexões Granulares

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O problema é que existem outros tipos de conexões. Conexões, que, paradoxalmente, nos separam.

Tikun é o que ocorre quando as pessoas fazem as coisas que as pessoas fazem — e fazem-nas bem. Isso acontece quando ligamos de dentro para fora. Quando lidamos com outras pessoas como seres humanos. Quando apreciamos o valor dos recursos com que trabalhamos. Quando temos orgulho de nossos serviços. Ainda mais quando percebemos nosso trabalho como uma missão divina —, que ele realmente é.

Porém, quando o negócio não é sobre o valor, mas sobre dinheiro; não sobre a fruta, mas sobre a casca; não sobre as pessoas, mas sobre o que você pode extrair delas —, então esse negócio é uma escura e sórdida força de caos, desumanização e destruição.

Em vez de harmonizar a sociedade, de tal modo que cada um, cada uma, faça a sua contribuição específica, esse tipo de negócio cria uma pseudo-cultura granulada, homogeneizada, um mundo onde todos os laços tradicionais de família, comunidade, tribo e cultura são arrancados, para serem substituídos com o isolamento, abuso e vazio. Nós somos deixados como palha ao vento, para sermos varridos em círculos solitários sem rumo. Nada adere, não há centro, não há nenhum valor.

 

Tikun do Mundo Real

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Por isso, é que a história viaja em duas trajetórias opostas ao mesmo tempo, ambas impulsionadas pelo mesmo impulso humano de dominar nosso mundo — para melhor, mas muitas vezes, para pior.

Quem escolhe qual trajetória vai dominar? Não os legisladores. Não os acadêmicos. Não os pregadores. Não as almas iluminadas que sentam e ponderam.

É o vendedor que vende a seus clientes o que ele sabe ser melhor para eles. O professor de escola que trata cada criança como uma pessoa, como um mundo inteiro. O executivo de negócios que se preocupa com o bem-estar dos funcionários da empresa, tanto no escritório de volta para casa quanto na fábrica além-mar —, e nas aldeias nas quais esses trabalhadores vivem. O fabricante cujos operários sentem um sentido de missão e significado em seu trabalho.

Onde o mundo real acontece, a partir daí é o seu tikun. Virá um tempo, escreve Maimônides, quando "a ocupação de todo o mundo será só a de conhecer D'us." Ou seja, teremos ocupações . Seremos construtores. Importadores. Exportadores. Fabricantes. Profissionais. E por que é que vamos ocupar-nos com essas coisas? Porque estas são as maneiras de conhecer Aquele que falou e trouxe todas essas coisas à existência.

E assim elas são também ainda hoje.

POR TZVI FREEMAN

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Rabino Tzvi Freeman, editor sênior da Chabad.org, também lidera nossa equipe Pergunte ao Rabino. Ele é o autor de Trazendo o Céu para a Terra. Para se inscrever em atualizações regulares da escrita do rabino Freeman, visite subscrições Freeman Files.

Trabalhos artísiticos por Sefira Ross, uma designer freelancer e ilustradora, cujas criações originais enfeitam muitas páginas do Chabad.org. Residente em Seattle, Washington, seus dias são passados entre multitarefas de ilustrações e ser mãe.

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