Beit Lubavitch Rio
Como posso te ajudar?
Impresso deBeitLubavitchRio.org
ב"ה

Cinco regras para a vida

Quinta-feira, 26 Janeiro, 2017 - 17:50

 

Cinco regras para a vida

JUDAÍSMO & TORÁ RELIGIÃO E ESPIRITUALIDADE

clouds

Eu passo muito tempo com os jovens — alunos prestes a abandonar a escola, estudantes na universidade e graduados prestes a começar uma carreira. Muitas vezes, eles me pedem conselhos no momento em que eles começam sua jornada em direção ao futuro. Aqui estão algumas das ideias sobre as quais vale a pena pensar quando nós começamos nossa jornada em um novo ano civil.

A primeira coisa a fazer é sonhar. Aparentemente, a atividade menos prática acaba por se revelar a mais prática, e na maioria das vezes, abandonada e não realizada. Conheço pessoas que passam meses planejando suas férias, mas muito pouco tempo planejando uma vida. Imaginem partir em uma viagem sem decidir para onde você está indo. Não importa quão rápido você viaje, você nunca vai chegar ao seu destino, porque você nunca decidiu onde você quer estar. Na verdade, quanto mais rápido você viaja, mais perdido você vai estar.

Os sonhos são onde visitamos as muitas terras e paisagens da possibilidade humana e descobrimos aquela onde nos sentimos em casa. Os grandes líderes religiosos foram todos sonhadores.

Dentro da minha própria tradição houve Moisés, que sonhou com uma terra em que fluem leite e mel, e Isaías, que sonhava com um mundo em paz. Um dos maiores discursos do século 20 foi o de Martin Luther King, "I have a dream". Se eu fosse planejar um currículo para a felicidade, o sonho seria um curso obrigatório.

A segunda regra é, seguir a sua paixão. Nada — nem riqueza, sucesso, elogios ou fama — justifica passar uma vida inteira fazendo coisas que você não gosta. Tenho visto muitas pessoas entrar carreiras para ganhar dinheiro para dar a seus parceiros e filhos tudo o que eles querem, só para acabar perdendo os seus parceiros e tornarem-se distantes de seus filhos, porque eles nunca tiveram tempo para eles. Pessoas que seguem sua paixão tendem a levar vidas abençoadas. Felizes no que fazem, elas tendem a espalhar felicidade para aqueles cujas vidas tocam. Essa é uma vida digna de ser vivida.

A terceira regra aprendi com o psicoterapeuta que sobreviveu a Auschwitz, Viktor Frankl, cujo "Em Busca de Sentido" é um dos livros mais lidos do nosso tempo. Frankl costumava dizer: Não pergunte o que você quer da vida. Pergunte o que a vida quer de você. As grandes vidas foram aquelas em que as pessoas ouviram um chamado, tinham um senso de vocação. Isso é o que moveu Abraão, avô do monoteísmo, na sua jornada, que afinal, mudou o mundo. Moisés poderia ter vivido uma vida de facilidades como um príncipe do Egito, mas ele ouviu o clamor de seu povo quando sofriam sob a escravidão, e o chamado de D'us para ele para levá-los para a liberdade.

Há uma história bem conhecida sobre três homens que passaram suas vidas trabalhando numa pedreira. Quando perguntados sobre o que eles estavam fazendo, um respondeu: "Quebrando rochas." O segundo disse: "Ganhando a vida". O terceiro disse: "Construindo uma catedral." Nós não precisamos perguntar qual dos três teve maior satisfação no trabalho. O falecido Steve Jobs passou a vida tornando a tecnologia amigável às pessoas. Os criadores do Google procuraram fazer o mundo da informação ao alcance de todos. Um sentido primordial do "Por Que" precedeu o "Como". Onde 'o que nós queremos fazer' encontra-se com 'o que está clamando a ser feito', é lá onde devemos estar.

A quarta regra é: abrir espaço em sua vida para as coisas que importam, para a família e amigos, amor e generosidade, diversão e alegria. Sem isso, você vai se esgotar no meio de sua carreira sem saber para onde foi sua vida. No Judaísmo, temos o Shabat, um dia dedicado à calma e tranquilidade a cada semana, quando abrimos espaço para todas as coisas que são importantes mas não urgentes. Nem toda cultura tem um Shabat, mas a vida sem tempo dedicado para a renovação, como uma vida sem exercício ou música ou um senso de humor, é uma vida menor.

A quinta regra é trabalhar duro, da forma como um atleta, ou um pianista concertista, ou um cientista de ponta, trabalham duro. O psicólogo americano, Mihaly Csikszentmihalyi, chama a isto o princípio do "fluxo". Com isso, ele quer designar a experiência extrema que você tem quando está trabalhando tão duro em uma tarefa que nem percebe a passagem do tempo. Nenhum grande empreendedor — mesmo aqueles que fizeram parecer fácil — nunca conseguiram sucesso sem trabalho duro. A palavra judaica para descrever o servico a D'us, avodah, também significa trabalho duro.

Existem muitas outras regras, mas estas são algumas das mais importantes. Experimente-as e você será surpreendido pela alegria.

(Publicado pela primeira vez em The Times)

 

Comentários sobre: Cinco regras para a vida
Não há comentários.